Arte - Tragédias

Apologia 22a-22c: Investigação junto aos poetas

Ora, é preciso que eu vos descreva os meus passos, como de quem se cansava para que o oráculo se tornasse acessível a mim. Depois dos políticos, fui aos poetas trágicos, e, dos ditirâmbicos fui aos outros, convencido de que, entre esses, eu seria de fato apanhado como mais ignorante do que eles. Tomando, pois, os seus poemas, dentre os que me pareciam os mais bem feitos, eu lhes perguntava o que queriam dizer, para aprender também alguma coisa com eles.

Filebo 48a-50e — Tragédia e Comédia

Sócrates – E das representações trágicas, em que os espectadores choram no maior deleite, não te recordas?

Protarco – Como não?

Sócrates – E nosso estado de alma nas comédias? Não sabes que também aí ocorre um misto de prazeres e de dores?

Protarco – Não apanho muito bem esse aspecto da questão.

Sócrates – Em verdade, Protarco, não é muito fácil explicar o que se passa conosco em tais ocasiões.

Protarco – Pelo menos, é assim que eu penso.