physiologoi

gr. = pré-socráticos. Nome dado aos primeiros filósofos na Grécia Antiga, anteriores a Sócrates, como filósofos da natureza.

Eudoro de Sousa: Física dos Pré-Socráticos

Assinalemos na literatura historiográfica os seguintes pontos: 1) para os antigos, todos os pré-socráticos são físicos, isto é, todos teriam escrito livros «acerca da natureza» (peri physeós); 2) quando Aristóteles afirma que a doutrina física de Tales de certo modo depende dos theológoi, quer dizer, daqueles que filosofaram «tomando a Noite como ponto de partida» (arkhê), é claro que ele aponta para uma filosofia que implica uma teologia (mitologia) ou que ainda está implicada numa teologia; 3) daí resulta que, para os historiadores antigos, a fisiologia dos pré-socráticos também seja teol

Heráclito: Fragmentos

Para Heráclito, o lugar predileto da história é o do adversário inominado, a quem Parmênides se oporia, expressis verbis, no frg. 6. Porém, o mais que desses versos se infere é que eles poderiam referir-se a Heráclito (Mansfeld, cap. i), se demonstrável fosse, mediante provas internas ou externas, que Heráclito cronologicamente precedeu Parmênides, e ainda, que Parmênides tivesse conhecimento da obra de Heráclito.

Anaxágoras: sentido e alcance de sua filosofia

O problema essencial que se coloca ao comentador consiste em saber o que deve entender-se por este Espírito, que Anaxágoras põe no centro de todas as suas explicações.

A dar crédito a Platão, este Espírito não passaria de uma espécie de Deus ex machina sem muita consistência, e Sócrates diz-nos quanto a leitura de Anaxágoras, em que tinha depositado muitas esperanças, o tinha profundamente decepcionado (cf. Fédon, 97 c). Aristóteles vê igualmente no Espírito de Anaxágoras o que ele invoca quando está embaraçado para explicar a produção de um fenômeno (Metaf., I 3, 985 a 17).

O destino de Empédocles

Submitted by mccastro on Mon, 18/06/2012 - 10:57

Este personagem fabuloso impressionou a imaginação de Hölderlin e de Nietzsche, que quiseram fazer dele o tema de tragédias que nunca terminaram. Para Hölderlin, Empédocles é o herói romântico, devorado pelo desejo do infinito; para Nietzsche, é «o homem agonal» no qual se afrontam o século do mito e do orgiasmo e o do racionalismo1. Schopenhauer confessou-nos igualmente a sua dívida para com Empédocles.

Eudoro de Sousa: Empédocles

60. Parmênides teria sido o primeiro pluralista, se o seu dualismo fosse o da realidade, e não o da aparência — da aparência, pura e simples, ou da aparência da realidade: o dualismo da Luz e da Noite é questão de nomos («convenção»), e não de physis («natureza»), Empédocles institui o pluralismo na realidade, na medida em que cada um dos seus quatro elementos se determina como idêntico a si mesmo e não idêntico a qualquer dos outros: é a definição parmenídea dos contrários, cada um deles, com uma determinação do Ser — a identidade (frg. 3, 54-59).