spelaion

gr. = caverna. No livro VII da República, Platão narra uma história que se tornou célebre com o nome de mito ou alegoria da caverna. Seu objetivo é fazer compreender a diferença entre o conhecimento grosseiro, que vem de nossos sentidos e de nossas opiniões ( ), e o conhecimento verdadeiro, ou seja, aquele que sabe apreender, sob a aparência das coisas, a ideia das coisas.

Eudoro de Sousa: Tríptico da República

As imagens do Tríptico da República facilmente se reduzem ao esquema mais simples, uma vez traçada a linha principal que, no «Sol», separa o sensível, onde reina o astro do dia, do inteligível, onde reina a Ideia do Bem; na «Linha», o mundo das coisas, do mundo das ideias; e na «Caverna», o que se passa no interior, do que se passa no exterior. Essa linha é, designando-a por uma só palavra, a do horizonte.

Caverna

Submitted by mccastro on Mon, 30/04/2012 - 16:01

No livro VII da República, Platão narra uma história que se tornou célebre com o nome de mito ou alegoria da caverna. Seu objetivo é fazer compreender a diferença entre o conhecimento grosseiro, que vem de nossos sentidos e de nossas opiniões (doxa), e o conhecimento verdadeiro, ou seja, aquele que sabe apreender, sob a aparência das coisas, a ideia das coisas. Numa caverna, cuja entrada é aberta à luz, encontram-se alguns homens acorrentados desde sua infância, com os olhos voltados para o fundo, não podendo locomover-se nem virar as cabeças.

Chambry: La République VII 517a-521b — Interpretação do Mito da Caverna

— Eh bien c’est cette image, dis-je, mon ami Glaucon, qu’il faut appliquer intégralement à ce dont nous parlions b auparavant : en assimilant la région qui apparaît grâce à la vue au séjour dans la prison, et la lumière du feu en elle à la puissance du soleil, et en rapportant la montée vers le haut et la contemplation des choses d’en-haut à la montée "de l’âme vers le lieu intelligible, tu ne seras pas loin de ce que je vise, en tout cas, puisque c’est cela que tu désires entendre. Un dieu seul sait peut-être si cette visée se trouve correspondre à ]a vérité.

Rocha Pereira: República Livro VII

Homens algemados de pernas e pescoços desde a infância, numa caverna, e voltados contra a abertura da mesma, por onde entra a luz de uma fogueira acesa no exterior, não conhecem da realidade senão as sombras das figuras que passam, projetadas na parede, e os ecos das suas vozes. Se um dia soltassem um desses prisioneiros e o obrigassem a voltar-se e olhar para a luz, esses movimentos ser-lhe-iam penosos, e não saberia reconhecer os objetos.

Jowett: REP VII 517a-521b — Interpretação do Mito da Caverna

This entire allegory, I said, you may now append, dear Glaucon, to the previous argument ; the prison-house is the world of sight, the light of the fire is the sun, and you will not misapprehend me if you interpret the journey upward to be the ascent of the soul into the intellectual world according to my poor belief, which, at your desire, I have expressed — whether rightly or wrongly, God knows.

Jowett: REP VII 514a-517a — O Mito da Caverna

And now, I said, let me show in a figure how far our nature is enlightened or unenlightened : Behold ! human beings living in an underground den, which has a mouth open toward the light and reaching all along the den ; here they have been from their childhood, and have their legs and necks chained so that they cannot move, and can only see before them, being prevented by the chains from turning round their heads.