Châtelet

CHÂTELET, François. Platon. Paris: Gallimard, 1965

Origem do discurso filosófico

Nessa óptica, a regulamentação da continuidade já é significação de ruptura. Mas onde e como se opera essa solução? A partir daí introduz-se o debate sobre a origem do discurso filosófico. Onde está o corte entre o mito e o pensamento racional? Estará ele presente nesses pensadores físicos que, como Tales, tomam por objeto da interrogação decisiva os fenômenos naturais? Ou será antes preciso esperar por Heráclito ou Parmênides, que são os primeiros a colocar à questão do ser e, em consequência, inauguram o problema metafísico?

Perenidade do Platonismo

Submitted by mccastro on Wed, 09/05/2012 - 14:33

A eficácia do pensamento platônico não carece de demonstração. Platão morreu em 347 antes de nossa era. Desde então, a cultura não cessou de referir-se a ele, para nele se inspirar, para criticá-lo, para tentar ultrapassá-lo. Sua obra se ergue, inelutavelmente, no horizonte de toda investigação teórica, outrora, mais recentemente e hoje. A arte, a literatura, que nela se alimentaram, não podem hoje nem tampouco ontem ignorá-la. De todos os pensadores, ele foi certamente o que teve a maior, a mais profunda, a mais durável influência. A que se deve um tal êxito?