theos

gr. , theoi. Para Platão, primeiro, Deus é realmente bom; segundo, Deus é imutável. Enquanto Bom é causa das coisas boas. Enquanto imutável nem muda sua forma, nem quer que os homens creiam que pode mudar sua forma.

Xenófanes de Cólofon

Nasceu em 570 a.C. e morreu em avançada idade. Fugindo da invasão persa, deixou Cólofon aos vinte e cinco anos, partiu para a Grécia, depois foi para Eleia e Siracusa. Levou uma vida errante, recitando poemas, e foi talvez um rapsodo. Muito pobre, escreveu epopeias sobre a fundação de Cólofon e Eleia. Ficaram-nos apenas alguns fragmentos das suas Elegias e dos seus Silos (isto é, sátiras). Uma tradição atribui-lhe, igualmente, um poema, Da Natureza.

O panta theon plere de Tales

Submitted by mccastro on Sat, 09/06/2012 - 11:19

O panta theon (ou daimonon) plere, atribuído a Tales, não se equaciona, sem dificuldades, com qualquer concepção tradicional do politeísmo helênico do período arcaico, e só parece harmonizar-se com a notícia de Diógenes Laércio sobre um aspecto do hilozoísmo jônico, onde se diz que «até os próprios entes inanimados têm alma, crença esta, a que (Tales) fora levado pela observação do magneto e do âmbar», conjugada com a de Aristóteles (De an., 1,2,405 a 419) que, aliás, manifesta suas dúvidas acerca dos rumores que corriam, de haver ele declarado que «o magneto tem alma porque move o ferro».

Halcion

Sócrates relata a Querofon, aquele de seus discípulos que foi consultar o Oráculo de Delfos, o mito de Halcion, esta mulher inconsolável a partir da morte de seu marido, que os deuses transformaram em pássaro de canto lamentoso, que, quando faz seu ninho, anuncia o fim do mau tempo e um período de calma. É a ocasião para Sócrates de relembrar onipotência divina que administra nosso mundo de curso cambiante, um tema tradicional muito em voga nos estoicos, principalmente.

Reale: A teologia socrática

E qual era a concepção de Deus que Sócrates ensinava, a ponto de oferecer a seus inimigos o pretexto para condená-lo à morte, já que era contrária aos "deuses em que a cidade acreditava"? Era a concepção indiretamente preparada pelos filósofos naturalistas, culminando no pensamento de Anaxágoras e de Diógenes de Apolônia: o Deus-inteligência ordenadora.

Segundo Alcibíades

Também chamado "Da Oração", o diálogo se engaja de modo abrupto entre Sócrates e Alcibíades que vai orar a um deus por um assunto que lhe parece importante. Sócrates demanda a Alcibíades se bem refletiu, pois o exemplo de Édipo mostra que a oração pode ter por consequência terríveis infelicidades. Alcibíades replica que Édipo era louco. Sócrates então faz notar que a loucura é o contrário da reflexão. Ora se a loucura é o contrário da reflexão, e se as pessoas que não refletem são mais numerosas que as que refletem, então devemos estar cercados de loucos, o que os fatos desmentem.