Metafísica

O Uno, o Bem, a Beleza, o Ser e o Não-Ser, a Inteligência, as Ideias, Um-Múltiplo, Alma do Mundo, Essência-Aparência, Substância, Nada, Vazio, etc...

Idealismo

Submitted by mccastro on Tue, 01/05/2012 - 19:40

O termo idealismo começa a ser empregado para caracterizar certos sistemas filosóficos segundo seus traços metafísicos ou epistemológicos, no início do século XVIII. Primeiro em oposição ao materialismo e mais tarde ao realismo e ao empirismo. Assim o primeiro a usar o termo, Leibniz, opõe o idealismo de Platão ao materialismo de Epicuro. O idealismo pensa que a alma ou o espírito não é uma coisa material e que a verdadeira realidade não é o mundo sensível, mas o mundo da forma, da Ideia ou das Ideias.

Alteridade

Submitted by mccastro on Mon, 30/04/2012 - 12:14

Designa em primeiro lugar uma simples diferença entre determinações somente postas em sua diversidade, sua exterioridade e independência recíprocas. Neste sentido é uma diferença exterior e indiferente aos termos diferenciados, destacando-se de uma reflexão subjetiva que se prende à comparação, à distinção e à classificação dos conceitos que mantêm separados. A diferença consiste assim para cada termo a ser outro em relação aos outros de tal maneira que esta relação não afeta sua própria determinação. [Notions philosophiques]

Alma do Mundo

Submitted by mccastro on Mon, 30/04/2012 - 12:05

É em Platão principalmente no Timeu, que se encontra a exposição mais explícita da concepção de Alma do Mundo. O Timeu tem por objeto fornecer uma explicação verídica da gênese do Universo. A Alma do Mundo não seria então nada de outro que a organização universal, concebida então pelo Demiurgo, em seguida introduzida na indeterminação da "chora". Assim o Vivente absoluto, A Alma do Mundo e o Universo sensível vêm a corresponder a três modalidades da organização, que coincidem em uma só e mesma representação e não podem ser distinguidas senão por sua função lógica e dialética.

Acidente

Submitted by mccastro on Mon, 30/04/2012 - 11:13

O acidente se opõe à essência ou substância para designar o que existe não em si mesmo mas em uma outra coisa e revela "as maneiras particulares de existir da substância" (Kant, Crítica da Razão Pura). É Porfírio que definiu o sentido técnico mais comumente admitido: o acidente designa isto que pode aparecer ou desaparecer sem que o sujeito seja no entanto destruído. Distingue-se então (Isagoge V, 4a24) os acidentes separáveis e os acidentes inseparáveis cuja permanência e a constância não implicam que não se possa concebê-los como ausentes no sujeito considerado.

Abstração

Submitted by mccastro on Mon, 30/04/2012 - 11:09

No Fedon, Platão desenvolvendo o tema do conhecimento pela reminiscência, recorre à questão da igualdade ou da igualidade de coisas observadas como alcançada pela abstração do observado pelos sentidos, em articulação com a reminiscência da alma.

Fédon (trad. em português)

Versão eletrônica do diálogo platônico “Fedão”

Tradução: Carlos Alberto Nunes

Créditos da digitalização: Membros do grupo de discussão Acrópolis (Filosofia)

A estrutura do texto, que adotamos abaixo, segue aquela da tradução de Léon Robin, publicada pela Bibliothèque Pléiade.

Platão: Mitos da Alma

1. A origem da alma. — As almas, já o vimos, nasceram de uma separação da Alma do Todo que o demiurgo pôs no mundo (Timeu, 41 d). A alma é algo de quase divino, que existia antes mesmo do momento em que nos tornamos homens (Fédon, 95 c), por isso podemos dizer que o homem é uma «planta celeste» (Timeu, 90 a).

Platão: Mitos do Cosmo

(Excertos de Jean Brun, "Platão")

1. A construção do mundo. — É a este tema que é dedicado o Timeu, que Brunschvigc chama um «romance físico». Neste diálogo surgem muitos temas pitagóricos, a ponto de, desde a Antiguidade, correr uma lenda, relatada por Diógenes Laércio, segundo a qual Platão teria aproveitado uma viagem ao Egito para comprar a preço de ouro escritos secretos de Pitágoras e do seu discípulo Filolau, que teria depois plagiado no Timeu.