theourgia

gr. theourgía: oração, invocação, ofício sagrado que faz milagres. Desempenho de ações divinas, com a ajuda de "símbolos" ou "symbola" mágicos, ocupa um lugar especial na tradição neoplatônica.

Halcion

Sócrates relata a Querofon, aquele de seus discípulos que foi consultar o Oráculo de Delfos, o mito de Halcion, esta mulher inconsolável a partir da morte de seu marido, que os deuses transformaram em pássaro de canto lamentoso, que, quando faz seu ninho, anuncia o fim do mau tempo e um período de calma. É a ocasião para Sócrates de relembrar onipotência divina que administra nosso mundo de curso cambiante, um tema tradicional muito em voga nos estoicos, principalmente.

Segundo Alcibíades

Também chamado "Da Oração", o diálogo se engaja de modo abrupto entre Sócrates e Alcibíades que vai orar a um deus por um assunto que lhe parece importante. Sócrates demanda a Alcibíades se bem refletiu, pois o exemplo de Édipo mostra que a oração pode ter por consequência terríveis infelicidades. Alcibíades replica que Édipo era louco. Sócrates então faz notar que a loucura é o contrário da reflexão. Ora se a loucura é o contrário da reflexão, e se as pessoas que não refletem são mais numerosas que as que refletem, então devemos estar cercados de loucos, o que os fatos desmentem.

Epinomis

Considerado por estudiosos como um apêndice de Leis (encontram-se os mesmos interlocutores) não é confirmado ser de Platão. Trata-se de uma obra escolar muito sistemática, segundo Luc Brisson, destinada a mostrar que o programa de estudos dos membros do colegiado, a mais alta magistratura da cidade das Leis, descrita no livro XII, culmina no estudo da astronomia, a qual se confunde com a teologia.

Cousin: Le Seconde Alcibiade 143a-151c — Ignorar não vale mais que saber?

ALCIBIADE.

Il est malaisé de contredire ce qui est bien dit. Mais je songe, Socrate, combien de maux l’ignorance cause aux hommes. C’est elle qui, à notre insu, [143b] nous fait faire tous les jours des choses qui nous sont funestes, et, ce qu’il y a de plus déplorable, c'est elle qui nous porte à demander aux dieux nos propres malheurs. Personne ne s'en doute ; et tout le monde se croit fort en état de demander aux dieux du bonheur et non de la misère ; car ce ne serait pas là une prière, mais une véritable imprécation.

SOCRATE.

Cousin: Le Seconde Alcibiade 139d-143a — Espécies de Insanidade

SOCRATE.

Il me le semble aussi, et c'est ce qu'il faut examiner de cette manière.

ALCIBIADE.

De quelle manière ?

SOCRATE.

Je vais te le dire : il y a des malades, n'est-ce pas ?

ALCIBIADE.

Qui en doute?

[139e] SOCRATE.

Être malade, est-ce avoir ou la goutte, ou la fièvre, ou mal aux yeux ? Et ne crois-tu pas qu'on peut n'avoir aucun de ces maux-là, et être pourtant malade d'une autre maladie ? car il y en a plusieurs espèces, et ce ne sont pas là les seules.

ALCIBIADE.

J'en suis très persuadé.

SOCRATE.

Entralgo: Epode e Katharsis

III. — No quedarían completas estas reflexiones sobre la concepción platónica del ensalmo sin estudiar con algún pormenor la relación que dentro del pensamiento de Platón pueda existir entre la epode y la katharsis. ¿ Acaso el encantamiento verbal y la purificación no han ido indisolublemente juntos desde los tiempos más antiguos de la cultura griega ? « Orfeo — escribe Boyancé — es esencialmente un encantador, y porque es un encantador es también un catarta» (Op. cit., pág. 38).

Entralgo: A «epode» terapêutica de Platão

Vengamos ahora al problema de la epode terapéutica. ¿ Cuándo esta epode dejará de ser supersticiosa y mágica ? ¿ Cuándo no será «ensalmo» o «conjuro», en el sentido estricto de estas palabras ? Creo que la respuesta de Platón puede ser lícitamente formulada así: una epode será filosóficamente aceptable y médicamente eficaz cuando alcance la condición de logos kalos, «bello discurso», y cuando el enfermo la reciba habiendo previamente «ofrecido», «entregado» o «presentado» su alma.