sophia

gr. sophía: sabedoria, sabedoria teorética. A filosofia é o "benefício mais importante que jamais foi oferecido e que será jamais concedido à raça mortal, um benefício que vem dos deuses" (Timeu, 47a-b). gr. eidenai e derivados = saber. Em Plotino, na ascensão filosófica, último intermediário entre a Inteligência e o Uno (Gandillac).

Bouillet: Traité 33 (II, 9) - CONTRE LES GNOSTIQUES

(I-II) Il y a trois hypostases divines, l’Un ou le Bien, l’Intelligence, l'Âme universelle. — L’Un ou le Bien est, en vertu de sa simplicité même, le Premier et l’Absolu. On ne saurait donc distinguer en lui l’acte et la puissance [comme les Gnostiques ont distingué dans Bythos Ennoia et Thelesis]. L’intelligence réunit en elle même, jusqu’à la plus parfaite identité, le sujet pensant, l’objet pensé et la pensée même.

agnoia

O «o que é», como pergunta e como resposta, como questão orientadora do saber e como sua caracterização última, assume pois uma absoluta radicalidade no pensamento platônico, radicalidade que não é só, como vimos, de exigência especulativa, mas também, e talvez principalmente, de coerência e de sentido para a vida.

Mesquita: didonai logon (dar razão)

A noção de didonai logon havia já sido encontrada, com uma ocorrência bastante frequente, no âmbito dos diálogos do primeiro período. Voltamos agora a encontrá-la, ainda com muita frequência, mas com um sentido mais determinado, no quadro dos diálogos do segundo e do terceiro períodos.

A sua emergência dá-se sempre no contexto de uma explicitação do saber, frequentemente associada ao tema das ideias e por vezes - é o que agora sublinhamos- ligada a um entendimento diferencial das ideias ou do seu saber.

Mesquita: Saber/Ser

A pesquisa socrática é assim, em sentido próprio, uma «experimentação». E, tal como modernamente o investigador interroga a experiência com vista a conhecer o que ela dá a experimentar, assim Sócrates interroga, agora literalmente, a experiência dos experimentados, para que deste modo possa participar do seu saber.

eidenai

I) Gr. Eidénai, theôreîn, espístasthai

1) eidénai: conhecer, saber. Raiz *(w)eid-

Sanscr. védah (conhecimento), vêtti (ele sabe), vid-ma (nós sabemos), etc.

Raiz no grau e: (w)eidénai, (w)eidos

Raiz no grau o: (w)oida

Raiz no grau zero: (w)idem, (w)idéa, (w)ístôr (beócio: o que sabe).

Em latim, só no grau zero: vidêre (improdutivo na área semântica de «conhecimento»). Em alemão: wissen Em celta: druides

Brun: O Homem e a sabedoria

Heráclito é tradicionalmente apresentado, senão como um aristocrata no sentido social do termo, ao menos como um homem que desprezava a multidão e não hesitava em dizer: «Um só homem vale para mim milhares, se for o melhor.» (fgt. 49) Para ele, com efeito, «as opiniões humanas não passam de jogo de crianças» (fgt. 70) e se os homens nobres preferem acima de tudo a glória eterna às coisas perecíveis, a maioria sacia-se como animais de carga (fgt. 29).

Erixias

O início do Erixias, que lembra o prólogo do Cármides, põe em cena junto de Sócrates e de Erixias, Crítias que se tornará um dos Trinta Tiranso e Erisistratos, o sobrinho do demagogo Feax, que foi talvez ele também, um dos Trinta. Erixias é o principal interlocutor da primeira parte, Critias da segunda, e Sócrates da terceira, enquanto permanece no conjunto apagado. Três teses são examinadas no curso deste diálogo recontado: 1) Só o sábio é verdadeiramente rico; 2) A riqueza não é em si nem um bem nem um mal, mas pode se tornar; 3) A riqueza é indissociável da utilidade.

Origem do discurso filosófico

Nessa óptica, a regulamentação da continuidade já é significação de ruptura. Mas onde e como se opera essa solução? A partir daí introduz-se o debate sobre a origem do discurso filosófico. Onde está o corte entre o mito e o pensamento racional? Estará ele presente nesses pensadores físicos que, como Tales, tomam por objeto da interrogação decisiva os fenômenos naturais? Ou será antes preciso esperar por Heráclito ou Parmênides, que são os primeiros a colocar à questão do ser e, em consequência, inauguram o problema metafísico?