phronesis

gr. phrónesis (he): sapiência, sabedoria, sabedoria prática, inteligência, prudência. Para Plotino, ao mesmo tempo saber e prudência.

Filebo

Philebus ou Filebo

Sobre o prazer e o bem. Filebo vive uma vida de extremo hedonismo, desprovida de razão e pensar, que não sustenta qualquer conversa sobre ela e não se submete à reflexão. Tanto que no meio do diálogo Filebo se cala.

Os princípios da ética (como viver melhor) se conectam com princípios de metafísica e lógica exercendo demandas lógicas sob um apelo ético.

Protágoras

Trata da virtude em geral, e em especial se pode ser ensinada. Contra os sofistas. Se propõe assinalar a diferença entre o método socrático e a sofística.

Apologia de Sócrates

Escrita ao regressar Platão de sua viagem ao Egito. Reproduz a defesa de Sócrates diante de seus juízes. Não se ajusta rigorosamente às acusações apresentadas diante do tribunal, mas tem, certamente, valor histórico, pois na data de sua composição viviam todos ou grande parte dos que haviam presenciado o processo.

Leis III

Estrutura dada por Léon Robin à versão francesa da obra completa de Platão: PLATON : OEUVRES COMPLÈTES, TOME 2

Origem e vicissitudes das sociedades políticas

I. A pré-história.
1. Grandes mudanças das condições de existência (dilúvios, etc)
A condição material e moral dos homens que sobreviveram, comparada em nossa condição presente
2. Origens da legislação; os primeiros grupos sociais
Origem do governo em uma sociedade política

POL 292a-292d: O saber, princípio do verdadeiro governo

ESTRANGEIRO — E então? Alguma dessas constituições será exata se definirmos simplesmente por estes termos: "um, alguns, muitos — riqueza ou pobreza — opressão ou liberdade — leis escritas ou ausência de leis"?

SÓCRATES, O JOVEM — Nada o impede, realmente.

ESTRANGEIRO — Pensa melhor, atendendo a este ponto de vista.

SÓCRATES, O JOVEM — Qual?

ESTRANGEIRO — O que dissemos de início subsistirá ainda, ou já não estamos mais de acordo?

SÓCRATES, O JOVEM — A que te referes?

ESTRANGEIRO — Que o governo real depende de uma ciência. Creio que o dissemos.

BQT 207a-209e: O desejo da imortalidade

Tudo isso ela me ensinava, quando sobre as questões de amor discorria, e uma vez ela me perguntou: — Que pensas, ó Sócrates, ser o motivo desse amor e desse desejo? Porventura não percebes como é estranho o comportamento de todos os animais quando desejam gerar, tanto dos que andam quanto dos que voam, adoecendo todos em sua disposição amorosa, primeiro no que concerne à união de um com o outro, depois no que diz respeito à criação do que nasceu?

BQT 198a-212c: A palavra passa à Filosofia. Sócrates e Diotima

Depois que falou Agatão, continuou Aristodemo, todos os presentes aplaudiram, por ter o jovem falado à altura do seu talento e da dignidade do deus. Sócrates então olhou para Erixímaco e lhe disse: — Porventura, ó filho de Acúmeno, parece-te que não tem nada de temível o temor que de há muito sinto, e que não foi profético o que há pouco eu dizia, que Agatão falaria maravilhosamente, enquanto que eu me havia de embaraçar?

— Em parte — respondeu-lhe Erixímaco — parece-me profético o que disseste, que Agatão falaria bem; mas quanto a te embaraçares, não creio.

Apologia 21c-22a: Investigação junto aos políticos

Fui a um daqueles detentores da sabedoria, com a intenção de refutar, por meio dele, sem dúvida, o oráculo, e, com tais provas, opor-lhe a minha resposta: Este é mais sábio que eu, enquanto tu dizias que eu sou o mais sábio. Examinando esse tal: - não importa o nome, mas era, cidadãos atenienses, um dos políticos, este de quem eu experimentava essa impressão. - e falando com ele, afigurou-se-me que esse homem parecia sábio a muitos outros e principalmente a si mesmo, mas não era sábio. Procurei demonstrar-lhe que ele parecia sábio sem o ser.