noûs

gr. = inteligência, intelecto, espírito, Princípio-Intelectual. Latim: spiritus, intellectus. Esse termo tem dois sentidos: (1) substância: espírito; (2) faculdade mental: inteligência ou intelecto. Encontramos o termo noûs empregado desde a origem tanto no sentido metafísico quanto no psicológico. Seus derivados , , , , énnoia, etc.

Fédon 78b-84b — Objetos dos sentidos e objetos do pensamento

Agora o de que precisamos, falou Sócrates, é perguntar a nós mesmo mais ou menos o seguinte: Com que coisas é natural semelhante processo de dispersão, com quais devemos ter medo de que isso aconteça, e com quais não devemos? De seguida, teremos de examinar a qual das classes pertence a alma, para daí concluirmos se precisamos alegrar-nos ou temer do que venha a acontecer com a nossa.

É muito certo, disse.

Filebo 30c-31b — A inteligência pertence ao gênero da Causa

Sócrates – A não ser assim, melhor faríamos seguindo outra opinião, à qual já nos referimos tantas vezes, sobre haver muito infinito no universo, bastante finito, além de uma causa nada desprezível, que coordena e determina os anos, as estações e os meses, e que, com todo o direito, poderá ser denominada sabedoria e inteligência.

Protarco – Sim, com todo o direito.

Sócrates – Mas sem alma, não pode haver sabedoria nem inteligência.

Protarco – De jeito nenhum.

Filebo 28c-31b — Lugar a atribuir à inteligência

Sócrates – No entanto, é muito fácil. Todos os sábios estão acordes – por isso mesmo com isso se engrandecem – em que, para nós, a inteligência é a rainha do céu e da terra. E talvez tenham razão. Porém, caso queiras, investiguemos mais de espaço a que gênero ela pertence.

Protarco – Faze como entenderes, sem medo de alongar-te em demasia, pois não nos causarás enfado.

XVI – Sócrates – Muito bem. Então, principiemos com a seguinte pergunta.

Protarco – Qual será?