horos

gr. hóros ou horismós: limite, definição. Metafísica: a definição corresponde à quididade (tò tí ên einai) (Met., Z, 4, 10, 12). Lógica: a definição de um ser se faz por suas causas (Aristóteles, Anal. Post., II, 9). É um predicável; exprime a essência de um sujeito (id. Tóp., I, 5).

Definições

As Definições atribuídas a Platão são uma coletânea de 185 termos filosóficos dispostos em sucessão, sem ordem explícita, comportando uma ou várias explicações. Como estas definições não estão escritas em prosa literária e como não estão dispostas seguindo um plano preciso, pode-se pensar que a coletânea que nos chegou conheceu flutuações no curso dos séculos. O fato que algumas definições aparecem em certos manuscritos e não em outros dá peso a esta hipótese.

Mênon

Sobre se a virtude pode ser ensinada. Conclusão negativa, contrária à tese de Sócrates. Insuficiência da razão discursiva, que deve apoiar-se na experiência e completar-se com a intuição. Aparecem os primeiros elementos pitagóricos, a preexistência das almas e a reminiscência. Mas isto talvez atrase um pouco a redação deste diálogo, como com o do Górgias. Segundo alguns autores, marca a crise, o momento que Platão se dá conta que seus problemas transcendem os limites em que pensou e viveu Sócrates.

Laques

Laques

Sobre o valor militar, a coragem,. Não chega a nenhuma conclusão em seu intuito de definir a virtude da coragem. A questão tratada (armadura pesada) parece um pretexto para demonstrar praticamente o método dialético que se deve seguir em uma discussão.

Apologia de Sócrates

Escrita ao regressar Platão de sua viagem ao Egito. Reproduz a defesa de Sócrates diante de seus juízes. Não se ajusta rigorosamente às acusações apresentadas diante do tribunal, mas tem, certamente, valor histórico, pois na data de sua composição viviam todos ou grande parte dos que haviam presenciado o processo.

Sof 264b-268c: Epílogo. O que é o Sofista.

Estrangeiro – Por isso, não desanimemos ante o que ainda nos falta realizar; e já que conseguimos chegar até aqui, voltemos a tratar de nosso processo de divisão.

Teeteto – Que divisão?

Estrangeiro – Distinguimos duas classes na arte de fazer imagens: a da cópia e a dos simulacros.

Teeteto – Certo.

Estrangeiro – E também nos confessamos em dificuldade para incluir o sofista numa delas.

Teeteto – Isso mesmo.

Sof 236d-242b: O problema do erro e o do Não-Ser

Estrangeiro – O fato, meu bem-aventurado amigo, é que nos metemos numa investigação espinhosíssima. Este manifestar-se e este parecer sem que o seja, o poder dizer-se o que não é verdade, sempre foi problema inextricável, assim na antiguidade como no nosso tempo. Pois afirmar que é realmente possível falar ou opinar em falso sem deixar-se colher de nenhum modo nas malhas da contradição, é o que é difícil, Teeteto, de compreender.

Teeteto – Por quê?