gnosis

: 1) conhecimento; 2) gnose; 3) gnosticismo. O termo grego ganhou na história das religiões uma forte conotação de conhecimento portando sobre realidades divinas e celestes e conduzindo por aí à salvação. gnôrimon: cognoscível, inteligível.

Bouillet: Traité 9 (VI, 9) - DU BIEN ET DE L'UN

(I-II) C'est par leur unité que les êtres sont ce que comporte leur essence. Ils participent plus ou moins de l'unité selon qu'ils participent plus ou moins de l'être. Ainsi l'âme possède un plus haut degré d'unité que le corps; cependant elle n'est pas l'Un absolu, parce que l'unité de son être renferme une pluralité d'éléments. L'Être universel et l'Intelligence ne sont pas non plus l'Un absolu pour la même raison.

Bouillet: Traité 33 (II, 9) - CONTRE LES GNOSTIQUES

(I-II) Il y a trois hypostases divines, l’Un ou le Bien, l’Intelligence, l'Âme universelle. — L’Un ou le Bien est, en vertu de sa simplicité même, le Premier et l’Absolu. On ne saurait donc distinguer en lui l’acte et la puissance [comme les Gnostiques ont distingué dans Bythos Ennoia et Thelesis]. L’intelligence réunit en elle même, jusqu’à la plus parfaite identité, le sujet pensant, l’objet pensé et la pensée même.

eidenai

I) Gr. Eidénai, theôreîn, espístasthai

1) eidénai: conhecer, saber. Raiz *(w)eid-

Sanscr. védah (conhecimento), vêtti (ele sabe), vid-ma (nós sabemos), etc.

Raiz no grau e: (w)eidénai, (w)eidos

Raiz no grau o: (w)oida

Raiz no grau zero: (w)idem, (w)idéa, (w)ístôr (beócio: o que sabe).

Em latim, só no grau zero: vidêre (improdutivo na área semântica de «conhecimento»). Em alemão: wissen Em celta: druides

maieutike

(gr. maieutike techne; in. Maieutics; fr. Maieutique; al. Mäeutik; it. Maieuticà).

Arte da parteira; em Teeteto de Platão, Sócrates compara seus ensinamentos a essa arte, porquanto consistem em dar à luz conhecimentos que se formam na mente de seus discípulos: "Tenho isso em comum com as parteiras: sou estéril de sabedoria; e aquilo que há anos muitos censuram em mim, que interrogo os outros, mas nunca respondo por mim porque não tenho pensamentos sábios a expor, é censura justa" (Teet, 15c). [Abbagnano]

Teeteto

Sobre o conhecimento científico. Contra o heraclitismo epistemológico.

Segundo Adriana Manuela Nogueira e Marcelo Boeri, tradutores do diálogo para a Fundação Calouste (Lisboa, 2010) é a seguinte sua estrutura e argumento.

A estrutura do diálogo parece comparativamente simples. Após uma dupla introdução dramática, a segunda das quais gradualmente vai assumindo uma função metodológica, Sócrates lança a pergunta - "O que é o saber?" que comandará todo o diálogo.

Fedro

Phaedrus ou Fedro

Sobre o amor e a beleza. Belo compêndio de toda a filosofia platônica.

Segundo Luc Brisson, em sua a introdução à tradução anotada que fez do Fedro, os temas maiores desta obra são: "como falar, porque escrever?".

Eutidemo

Contra as falácias dialéticas dos sofistas.

Resumo de Jean Brun
No Eutidemo, em que Sócrates denuncia também a vaidade do saber enciclopédico dos sofistas, é-nos dito que, mesmo que existisse uma ciência capaz de tornar imortal, de nada serviria se não soubéssemos usar essa imortalidade. Precisamos, então, de um saber que ao mesmo tempo produza e saiba usar aquilo que produz (289 b).

Mênon

Sobre se a virtude pode ser ensinada. Conclusão negativa, contrária à tese de Sócrates. Insuficiência da razão discursiva, que deve apoiar-se na experiência e completar-se com a intuição. Aparecem os primeiros elementos pitagóricos, a preexistência das almas e a reminiscência. Mas isto talvez atrase um pouco a redação deste diálogo, como com o do Górgias. Segundo alguns autores, marca a crise, o momento que Platão se dá conta que seus problemas transcendem os limites em que pensou e viveu Sócrates.