genesis

génesis.- nascimento, passagem ao ser, tornar-se (oposto a ser), processo, passagem a um contrário, mudança substancial. A geração é uma das duas transformações fundamentais, que afetam a própria substância: geração, que faz aparecer uma nova substância, e corrupção (phthorá), que a destrói. As outras transformações são mudanças na substância, que continua a mesma (v. kínesis).

Taylor: genesis

GENERATION, genesis. An essence composite and multiform, and conjoined with time. This is the proper signification of the word; but it is used symbolically by Plato, and also by theologists more ancient than Plato, for the sake of indication. For as Proclus beautifully observes (in MS. Comment, in Parmenidem.), "Fables call the ineffable unfolding into light through causes, generation." "Hence," he adds, "in the Orphic writings, the first cause is denominated time; for where there is generation, according to its proper signification, there also there is time."

Peters: genesis (Aristóteles)

12. Tudo isto é, porém, a genesis pré-cósmica, a situação «antes que ouranos se formasse» (ibid. [[Tim:52d|52d]]). As qualidades, juntamente com os seus «poderes» associados (dynameis; ver pathos, paschein), andam à deriva no Receptáculo de maneira caótica (ibid. [[Tim:52d|52d-53a]]). Mas então o nons começa a sua ação e põe ordem no caos ao transformar as qualidades primárias da terra, ar, fogo e água nos quatro corpos primários do mundo sensível (ibid.

Peters: genesis (Sócrates-Platão)

9. Que a genesis se tornara o problema central da filosofia pós-parmenidiana é evidente pelas observações de Sócrates no Fédon [[Fedon:96a|96a]], problema que, como o mesmo passo indica, estava a ser tratado em termos de uma procura pelas causas (aitia) e intrigara o jovem Sócrates. Para o próprio Platão a genesis é um problema um tanto secundário à luz da distinção que ele faz entre os eide; o reino do verdadeiro ser (ontos on), e este mundo sensível que é caraterizado pelo devir (Timeu [[Tim:27d|27d-28a]]).

Bréhier: Traité 11,2 (V, 2, 2)

2. La procession se fait donc ainsi du premier au dernier ; chaque chose reste toujours à sa place propre ; la chose engendrée a un rang inférieur à celui de son générateur ; et chaque chose devient identique à son guide, tant qu'elle suit ce guide. Lorsque l'âme vient dans la plante, c'est une partie d'elle-même qui est dans la plante ; c'est sa partie la plus audacieuse et la plus imprudente, puisqu'elle s'est avancée jusque-là. Lorsque l'âme est dans une bête, c'est la prédominance de la puissance sensitive qui l'y a conduite.

Criação

A Alma fez o sol, o céu, e, por intermédio das almas individuais todos os viventes, aí compreendido os astros que são viventes. É ela que os orna, os ordena, que está na origem do movimento dos astros. Elas os faz viver ou os abandona à morte sem aí se abandonar ela mesma. Ela não se fragmenta em partes, como se uma de suas partes desse a vida a tal parte do mundo, mas ela é inteiramente presente em cada parte do universo. Ela diviniza tudo que anima, os astros e nós mesmos (Eneada-V, 1, 2).

Enéada III, 8, 4 — A natureza em repouso

4. Sí se le preguntase por qué produce, tendría que contestar de este modo, caso de que quisiese prestarnos atención y decidirse a hablar: "No era necesario que se me preguntase, sino que convendría comprender y callar, como callo yo ahora, que no tengo la costumbre de hablar. ¿Y qué es lo que hay que comprender? Pues que el ser engendrado es para mí un objeto de muda contemplación y, mejor, el objeto natural de mi contemplación.

Enéada III, 8, 3 — A natureza produz porque ela contempla

3. Pero, ¿cómo produce esta razón y cómo, al producir, alcanza la contemplación? Si produce permaneciendo inmóvil y en sí misma, y si es una razón, habrá de ser igualmente contemplación. Porque las acciones de un ser están conformes con su razón, aunque son claramente distintas a ella. Una razón ha de estar presente en las acciones y presidirlas, sin que ello signifique que sea la acción misma. Al no ser actividad, sino razón, hay que considerarla contemplación.