entelecheia

gr. télos: completude, fim, finalidade. gr. entelécheia: estado de completude ou perfeição, atualidade. Figura nas doutrinas aristotélicas onde significa o ser no estado de acabamento e de perfeição. Aristóteles usa como sinônimo de enérgeia; embora na Metafísica enquanto o ato (enérgia) é a ação (érgon), a enteléquia é o fim realizado da ação.

Enteléquia

Para Brisson & Pradeau (2002 p.137), Aristóteles emprega o termo entelecheia (que se poder traduzir por "realização") para designar o ato perfeito e completo, que alcançou sua meta (seu telos). Este ato pode ter duas significações: "a enteléquia se toma em um duplo sentido; ela é por vezes a ciência, por vezes como o exercício da ciência" (De Anima, II, 1, 412a22-24, em seguida II, 5, 417b9-17). Trata-se de uma enteléquia segunda quando a ciência é possuída e exercida, e de uma enteléquia primeira quando a ciência não senão possuída.

Igal: Tratado 2,8 (IV, 7, 8) (5) — Refutação da definição aristotélica da alma como «enteléquia»

Consideremos ahora cómo se habla del alma en el sentido de una entelequia. Pues se dice, que el alma ocupa en el ser compuesto el lugar de la forma con relación a la materia, que constituye el cuerpo animado; pero no es, verdaderamente, forma de cualquier clase de cuerpo, ni del cuerpo como tal, sino de un cuerpo natural y organizado, que posee la vida en potencia . Si, pues, se la hace semejante a aquello con lo que se la compara, vendrá a ser como la forma de una estatua con relación al bronce.

A psyche em Aristóteles

20. Aristóteles segue esta teoria no De anima I, 406b-407b e põe-lhe objeções baseado numa série de razões, mas principalmente porque pensa que nela Platão reduziu a alma à extensão (megethos). Para a sua maneira de pensar a kinesis teria de ser movimento circular (ver noesis) de tal maneira que Platão, tal como Demócrito, pôs a alma a mover um corpo por estar ela própria em movimento, em vez de ver que a alma move as coisas por ser a causa final delas e por isso pode dizer-se que origina o movimento por meio do pensamento (noesis) ou da escolha (proairesis; ibid. I, 406b).

teleios

A perfeição é definida por Aristóteles na Metafísica: "Completo, perfeito se diz então do que fora do que não é possível apreender nenhuma parte da coisa, nem mesmo uma única (...) Perfeito se diz em seguida do que sob a relação da qualidade própria e do bem não é superado em seu gênero" (Metafísica). Nos encontramos aqui diante de uma definição genérica da perfeição e Aristóteles o considera sob o ponto de vista da quantidade e da qualidade. Assim será dita perfeita e acabada a realidade à qual quantitativamente nada falta.

Igal: Tratado 2 (IV, 7) — SOBRE LA INMORTALIDAD DEL ALMA

Toda la crítica de este tratado servirá de afirmación de la profunda espiritualidad de Plotino. Lo que Plotino atacará especialmente son las tesis del materialismo estoico y epicúreo para llegar a una conclusión esencialmente platónica. “Ningún ser real perecerá”, viene a ser la tesis de Plotino, entendiendo como seres reales, en el más alto grado, las almas puras y liberadas de todo trato con el cuerpo.