dialektike

gr. dialektikê: dialética. A dialética é o meio, através do diálogo, de conhecer "o que é". Enquanto conhecimento verdadeiro, que se distingue da ignorância como da opinião, ela é sinônimo de filosofia.

Górgias

Contraposição entre a retórica e a verdadeira sabedoria, entre o direito da justiça e o da força. Faz ressaltar a sobriedade da dialética contra os excessos da retórica. (Vale mais sofrer a injustiça que cometê-la. Contraste entre o prazer e a virtude. Hedonismo imoral de Polos e Calicles. Utilitarismo socrático. Aparece o mito sobre a imortalidade da alma. Tem uma finalidade prática e moral, apresentando a Retórica como uma arte da mentira, funesta para os indivíduos e o Estado.

Fedro 265c-266c — O método dialético

SÓCRATES: - Queres que examinemos, a esse respeito, a questão de como um discurso pode passar da condenação ao elogio?

FEDRO: - Que queres dizer?

SÓCRATES: - Parece-me que tudo o que dissemos até aqui foi mero passatempo. Mas o acaso nos serviu e nos levou a perceber que há duas maneiras de proceder, que não são sem interesse, desde que se possa compreender a passagem da condenação ao elogio.

FEDRO: - E quais são tais procedimentos?

POL 285c-287b: Lição para o método dialético

ESTRANGEIRO — Terminada esta discussão iniciemos outra, relacionada não apenas com a questão presente, mas com todas as que suscita este gênero de discussões.

SÓCRATES, O JOVEM — De que se trata?

ESTRANGEIRO — Supõe que nos proponham a seguinte questão: nas classes onde se aprende a ler, quando se pergunta a alguém de que letras é formada esta ou aquela palavra, fazemo-lo com o intuito de levá-lo a resolver esse problema particular ou com o intuito de torná-lo mais apto a resolver todos os problemas gramaticais possíveis?

Sof 264b-268c: Epílogo. O que é o Sofista.

Estrangeiro – Por isso, não desanimemos ante o que ainda nos falta realizar; e já que conseguimos chegar até aqui, voltemos a tratar de nosso processo de divisão.

Teeteto – Que divisão?

Estrangeiro – Distinguimos duas classes na arte de fazer imagens: a da cópia e a dos simulacros.

Teeteto – Certo.

Estrangeiro – E também nos confessamos em dificuldade para incluir o sofista numa delas.

Teeteto – Isso mesmo.

Sof 253c-254d: A função da dialética e a Filosofia

Teeteto – Como não haver esse conhecimento, talvez mesmo o mais importante de todos?

Estrangeiro – E que nome lhe daremos, Teeteto? Por Zeus! Acaso, sem o querer, viemos bater no conhecimento do homem livre e, empenhados em encontrar o sofista, primeiro descobrimos o filósofo?

Teeteto – Que queres dizer com isso?

Estrangeiro – Dividir por gêneros e não tomar a ideia de um pela do outro, e o inverso, a deste pela daquele: não diremos ser esse, precisamente, o conhecimento dialético?

Teeteto – É o que diremos, sem dúvida.

Dois procedimentos do método dialético

SÓCRATES.—Sirvámonos de este discurso para ver cómo se puede pasar de la censura al elogio.

FEDRO.—Veamos.

SÓCRATES.—Todo lo demás no es en efecto más que un juego de niños. Pero hay dos procedimientos que la casualidad nos ha sugerido sin duda, pero que convendrá comprender bien y en toda su extensión al aplicarlos al método1 .

FEDRO.—¿Cuáles son esos procedimientos?