boulesis

gr. boúlêsis, boúlesis (he): vontade espontânea, diferente da vontade deliberada (proaíresis). É, de alguma maneira, um desejo afirmado, que não obedece à razão (Platão, Leis, III, 687e). O querer em Platão se refere a algo bom.

Vontade

Per longum et latum tratamos do poder (dynamis) do Uno. Vincula-se a esse atributo operativo a vontade (boúlêsis) a qual agora será enfocada.

Recorrendo à psicologia humana, Plotino afirma que o termo "voluntário" (ekoúsion) diz respeito às ações dos homens praticadas conscientemente. Ao falar de ações que estão em nosso poder (En. VI, 8, 1, 34), o autor das Enéadas ressalta que elas são atinentes à vontade, pois é possível praticar um ato que está em nosso poder, sem ser voluntário.

boulesis

boúlêsis, boúlesis (he): desejo, vontade espontânea, diferente da vontade deliberada (proaíresis). E, de alguma maneira, um desejo afirmado, que não obedece à razão (Platão, Leis, III, 687e). Diz Aristóteles: "A boulesis refere-se ao fim que se pode esperar; a proaíresis refere-se aos meios para atingi-lo" (Et. Nic, III, II, 9). Plotino conferiu grande importância a esse termo; a boulesis é um ato refletido, a essência mesma do Uno; este é a Onipotência, que é aquilo que quer ser e faz todas as coisas segundo sua vontade (VI,VIII: da liberdade e da vontade do Uno).

Míguez: Tratado 40,1 (II, 1, 1) — Insuficiência dos argumentos do Timeu sobre a incorruptibilidade do céu

1. Dícese que el mundo es eterno y que tuvo y tendrá siempre el mismo cuerpo. Si damos como razón de esto la voluntad de Dios, es posible que no nos engañemos, pero, con todo, no nos procuramos ninguna evidencia. Por otra parte, ofrécese la transformación de los elementos y, en la tierra, los animales son presa de la destrucción. Salvándose de ella tan sólo la especie, cosa que no se entenderá de otro moda en el universo, pues el universo posee también un cuerpo, que siempre se muestra huidizo y fluyente.

akon

ákon: espontâneo, involuntariamente, contra a vontade. Platão assim formula os paradoxos socráticos da moral: "ninguém faz o mal voluntariamente" (Protágoras). Aristóteles distingue o ato propriamente dito involuntário, resultando da ignorância, de um ato ouk ekousino, não voluntário, em razão da paixão ou da cólera. akoúsios: involuntário. "Aqueles que fazem o mal fazem-no sempre contra a vontade" (Platão, Górgias, 509e). "Cada um peca involuntariamente" (Epicteto, Leituras, I, XVIII, 14).

MacKenna: Tractate 6,5 (IV,8,5) — A descida da alma é ao mesmo tempo voluntária e necessária

5. It is possible to reconcile all these apparent contradictions - the divine sowing to birth, as opposed to a voluntary descent aiming at the completion of the universe; the judgement and the cave; necessity and free choice - in fact the necessity includes the choice-embodiment as an evil; the Empedoclean teaching of a flight from God, a wandering away, a sin bringing its punishment; the "solace by flight" of Heraclitus; in a word a voluntary descent which is also voluntary.

Bréhier: Traité 3,9 (III,1,9) — Sob o domínio do exterior, a alma não age voluntariamente

9. Tous les événements, qui résultent de la combinaison de la volonté et du hasard, sont nécessaires ; quel autre agent pourrait en effet s'ajouter à ceux-là ? Prenez toutes les causes ; tous les événements absolument en résultent ; et dans les causes extérieures est compris le concours du mouvement du ciel.