Estoicismo

O'Meara: A alma

Segundo O'Meara (1995, p. 18), Plotino remodela o pensamento de Platão, no confronto com as filosofias em curso na sua época, em especial o aristotelismo e o estoicismo. A alma se comporta muito semelhante à força-vital cósmica dos estoicos, que permeia a matéria passiva, dando a ela estrutura, coesão, ordem em todo respeito e detalhe. Além do mais as funções específicas exercidas por sua causa dinâmica corresponde àquelas listadas por Aristóteles. Ao mesmo tempo Plotino se distancia do estoicismo e do aristotelismo.

Imortalidade da Alma

A tendência comum é representar a imortalidade da alma como sua perenidade face a morte do corpo. Entretanto é possível pensar a imortalidade como o permanente sob a impermanência geral. Pensamentos têm início e fim, limites, são passageiros; sensações têm início e fim, limites, são passageiras; percepções têm início e fim, limites, são passageiras. Algo, no entanto, permanece contínuo, justamente sob a passagem dos pensamento, sensações e percepções. Algo não tem início e fim, e limites, junto com os pensamentos, sensações e percepções que passam.

Bouillet: Traité 44 (VI, 3) - DES GENRES DE L'ÊTRE III

GENRES DE L'ÊTRE SENSIBLE

(I) Il y a dans le monde sensible des genres de l'être analogues à ceux qui existent dans le monde intelligible. Pour les déterminer, il faut nettement séparer l'âme du corps.

(II) A l'être véritable et intelligible correspond la nature corporelle, qui s'appelle aussi essence, mais qu'on doit proprement nommer génération, parce qu'elle implique l'idée d'un écoulement perpétuel. En l'examinant, on voit que la division des genres de l'être sensible ne correspond pas à celle des genres de l'être intelligible.

Bouillet: Traité 43 (VI, 2) - DES GENRES DE L'ÊTRE II

(I) Après avoir critiqué les catégories d'Aristote et des Stoïciens dans le livre précédent, Plotin expose ici sa propre théorie, qu'il présente comme entièrement conforme aux idées de Platon.

DES GENRES DE L'ÊTRE INTELLIGIBLE

Pour rechercher quels sont les genres de l'être, il faut avant tout admettre que l'être n'est pas un, comme Platon l'a démontré avec d'autres philosophes. Il s'agit ici de l'être véritable; qu'il importe de ne pas confondre avec ce qui détient et qu'on nomme génération.

Brisson: proairesis

Em Epicteto, a proairesis é a função por meio da qual tomamos posição a respeito da realidade. Esta tomada de posição consiste em um conjunto de julgamentos a respeito das representações através das quais apreendemos a realidade. Estes julgamentos têm um duplo caráter: operam distinções no seio da realidade, e a põem à prova em a apreciando em termos de valor. A proairesis está no princípio das atitudes e das ocupações do indivíduo singular; deste fato, ela pode ser considerada como a função distintiva da pessoa.

Igal: Tratado 2,4 (IV, 7, 4) — A alma não é nem sopro nem uma "maneira de ser"

4. Los mismos (estoicos), conducidos por la verdad, confiesan que es conveniente, antes incluso que los cuerpos, una forma de alma que sea superior a ellos, dado que, en su opinión, su soplo es algo inteligente y un verdadero fuego intelectual. Consideran así que la parte mejor de los seres no podría existir realmente sin un fuego y sin un soplo, por lo que tendría que buscar un lugar donde instalarse en él. Ahora bien, más justo sería buscar dónde habrán de radicar los cuerpos y cómo conviene verdaderamente que estén situados en las potencias del alma.

Sorabji: Autoconsciência

Nossa autoconsciência era um tema muito importante para os neoplatonistas, porque, de Jâmblico em diate, viam o dito délfico "Conhece-te a ti mesmo" como o portal para o conhecimento de Platão e de toda a Filsofia e, como Agostinho aprendeu dos neoplatonistas, procuravam Deus dentro.