steresis

stérêsis: privação

Steresis, que Aristóteles define (Metafísica 1011b) como a «negação de algo dentro de uma classe definida», é um dos três elementos essenciais na análise aristotélica da genesis na Physica I: o substrato permanente (hipokeimenon) e a passagem de uma forma para a sua contrária (enantion) exigem a existência de uma ausência daquela segunda forma no substrato (Physica I, 191a-191b). Assim, a steresis permite tanto a genesis como resolve o problema parmenidiano do não-ser (ver on). Para Plotino o mal não é uma substância mas antes uma steresis do bem (Enéadas I, 8, 11). [Termos Filosóficos Gregos, F. E. Peters]


stéresis (he) / steresis: privação. Latim: privatio.

Termo introduzido por Aristóteles. Um dos três princípios (v. arkhé / arche) dos seres naturais, com a matéria (hyle) e a forma (morphé) (Fís., I, 7, 190b); ela é a essência do indeterminado (tò aóriston / to aoriston) (ibid., III, 2); o repouso (eremía) é a privação do movimento (VIII, 8). Em resumo, "diz-se que há privação quando um ser não tem um dos atributos que é natural ele possuir" (Met., A, 22). Adotado por Plotino: o mal é a privação do bem (I,VIII, 11). A matéria é privação (II, IV, 13), o não-ser é privação (II, IV, 14). Em lógica, a privação, oposta à posse (héxis), é um dos modos da oposição (Aristóteles, Cat., X). [Gobry]