República IV

  • E) Os deveres dos Guardiões (IV, [[Rep4:421c]] - [[Rep4:427c]])
    • Deve-se preservar o Estado do enriquecimento ou do empobrecimento excessivos, causas de enfraquecimento

      Deve-se preservar a unidade do Estado impedindo-o de crescer e defender os princípios de divisão do trabalho e de mobilidade social

      Deve-se sobretudo preservar um sistema estável de educação, uma legislação geral (notadamente no domínio religioso)

  • Conclusão da parte I: a justiça no Estado e no indivíduo
    • No Estado
      • O Estado assim fundado é
        • sábio por sua cabeça (os governantes dão prova de "prudência"na sua função deliberativa)
        • corajoso por seus guerreiros (os "Auxiliares")
        • moderado (mestre de si) pelo acordo que reina entre as classes (o melhor comando o pior)
      • O Estado portanto é justo: cada um aí cumpre sua função própria
    • No indivíduo
      • A justiça no indivíduo deve ser análoga àquela do Estado

        Donde: as partes da alma: assim como há três classes no Estado (governantes, guerreiros, trabalhadores e artesãos), correspondendo a três funções, há três partes na alma: a "razão, o ardor, e o desejo ([[Rep4:436a]]-[[Rep4:441c]])

        As virtudes da alma:

        • as partes da alma podem entrar em conflito mas também estar em harmonia, no indivíduo justo, quando cada uma faz somente sua própria tarefa sem transbordar sobre aquela das outras

          • quando a razão comanda sobre a alma inteira, e que o ardor a segue nesta tarefa, e que os desejos obedecem, a alma é justa; explicação paralela das outras virtudes ([[Rep4:441c]] - [[Rep4:444a]])

        Da mesma maneira a injustiça não é, mais que a injustiça, um comportamento a respeito dos outros, mas uma desordem (desacordo) interior da alma, uma doença da alma arruinadora para aquele mesmo que dela é atingido.

        Resta a estudar, as diferentes formas do vício (no Estado e no indivíduo) - cujo estudo só começará no final do livro