Psicologia

Para Sorabji (2005 v.1 p.25) quatro coisas são surpreendentes sobre a psicologia platônica e aristotélica nos comentadores que se desdobram na tradição deles. Primeiro, os neoplatonistas a viram como uma passagem para uma metafísica e teologia superiores. Segundo, a discordância entre as psicologias de Platão e Aristóteles tornava sua harmonização mais difícil. Terceiro, o comentadores aprofundaram a psicologia deles mais do que qualquer outro ensinamento. Quarto, admitem que a razão permeia outras funções mentais como percepção e formação de conceitos.

Taylor: phronesis

Esta palavra frequentemente significa em Platão e nos escritores platônicos, o hábito de discernimento do que é bom em todas as ações morais, e frequentemente significa inteligência, ou percepção intelectual. A seguinte explanação admirável desta palavra é dada por Jâmblico.

Taylor: noera epibole

Projeção intelectual, noera epibole. Assim como a percepção do intelecto é imediata, sendo o lançar adiante, como tal, diretamente a seus objetos próprios, esta intuição direta é expressa pelo termo projeção. (Tomas Taylor)

Peters: genesis (Sócrates-Platão)

9. Que a genesis se tornara o problema central da filosofia pós-parmenidiana é evidente pelas observações de Sócrates no Fédon [[Fedon:96a|96a]], problema que, como o mesmo passo indica, estava a ser tratado em termos de uma procura pelas causas (aitia) e intrigara o jovem Sócrates. Para o próprio Platão a genesis é um problema um tanto secundário à luz da distinção que ele faz entre os eide; o reino do verdadeiro ser (ontos on), e este mundo sensível que é caraterizado pelo devir (Timeu [[Tim:27d|27d-28a]]).

Taylor: doxa

DOXASTIC. This word is derived from doxa, opinion, and signifies that which is apprehended by opinion, or that power which is the extremity of the rational soul. This power knows the universal in particulars, as that every man is a rational animal; but it knows not the dioti, or why a thing is, but only the oti, or that it is.

opsis

Para Sorabji (2005 p.134), Platão no Cármides (167a-169c) levanta dúvidas sobre a ideia que a temperança seja conhecimento do que se conhece e não se conhece. Ele permanece incerto se pode haver conhecimento do conhecimento (episteme epistemes) por causa de dúvidas sobre o caso análogo da visão. A visão não pode ser visão de si mesma e não de cor. Presumivelmente, tal visão não teria conteúdo, se a cor não estivesse incluída no conteúdo. Analogamente, o conhecimento do conhecimento seria sem conteúdo.

Doxa-Logos

No médio-platonismo, doxa foi requerida como suplementar à percepção dos sentidos, mas Proclo vai além e faz doxa e logos penetra a percepção. Em seu comentário ao Timeu (1 251, 16-17) doxa é percepção racionalizada (logike).

Filopono concede que um cão reconheça seu mestre sem percebê-lo como uma substância, que iriam requerer doxa, de acordo com Proclo. Ao contrário, o cão requer somente impressões em sua imaginação, e Filopono reconhece a importância de um apego emocional em reconhecimento.

Opinião (doxa)

Segundo Sorabji (2005, p;34), Alcino, o médio-platonista autor do Didaskalikos entre o primeiro e o segundo século dC, assume que Platão sustentava que mesmo a percepção de cor ou do colorido não é sem o tipo de razão que envolve opinião (doxastikos logos), enquanto a discriminação do mel é por este tipo de razão. A opinião em Alcino, seguindo o Teeteto ([[Teet:190e|190e-196c]]) é um poder de reconhecimento. Foi subsequentemente acordado que corpos são reconhecidos pela opinião (Proclo) ou pela razão opinativa (Prisciano).