Diálogos de Platão

Segundo Schäfer (2012 p.13), como não concedia à escrita a possibilidade de dizer a verdade, somente à oralidade, esta teria sido a razão porque Platão fez da introdução a seu ensinamento oral, seus escritos em forma de diá .

Platonismo Latino

Extrato de Brisson, Luc (1998), “La Platonisme”, in Monique Canto-Sperber (dir.), Philosophie grecque. PUF, Paris.

Uma história da filosofia na Antiguidade não pode dispensar de fazer uma menção particular à tradição latina, e isso por duas razões.

Epigramas

Em seu sentido primeiro, epigramma significa "inscrição". É a razão pela qual muitos epigramas se encontraram sobre túmulos. Mas como estas curtas séries de versos inscritos eram mais fáceis de guardar em memória que um texto em prosa, o termo veio, a partir do final do século IV aC designar um gênero literário se apresentando como um curto poema em honra de uma pessoa morta ou amada, ou tratando de um evento notável.

Definições

As Definições atribuídas a Platão são uma coletânea de 185 termos filosóficos dispostos em sucessão, sem ordem explícita, comportando uma ou várias explicações. Como estas definições não estão escritas em prosa literária e como não estão dispostas seguindo um plano preciso, pode-se pensar que a coletânea que nos chegou conheceu flutuações no curso dos séculos. O fato que algumas definições aparecem em certos manuscritos e não em outros dá peso a esta hipótese.

Sísifo

Fora dos dois interlocutores, Sócrates e Sísifo, que se desconhece quem seja, dois outros personagens são mencionados, também desconhecidos. Onde se situa a conversa? Não longe de Farsale, uma cidade no caminho de Larissa na Tessália, pois Sísifo aí deliberava na véspera com seus concidadãos. Tal é a princípio o tema do diálogo: a deliberação em comum.

Sobre a virtude

O tema da virtude permaneceu muito popular durante toda a Antiguidade, na medida que definia os meios que permitem ao homem se tornar melhor e alcançar a excelência, o que era considerado como a meta última da vida humana. Plotino (Tratado-19) e Porfírio (Sentença 32) propuseram uma síntese de todas as vias filosóficas permitindo alcançar esta meta.

Sobre o justo

Sem que se saiba qual o lugar e as circunstâncias da discussão, Sócrates põe ao interlocutor anônimo a questão que constitui o tema do diálogo: "Pode me dizer o que é o justo?" Depois de ter definido o método a seguir — é preciso descobrir o caráter comum que permite qualificar de "justas" todas as nossas ações —, Sócrates coloca breves questões que podem ser reagrupadas sob dois temas: 1) O que serve para distinguir o justo do injusto? Trata-se do discurso, da palavra. 2) Então, em que consistem o justo e o injusto?

Axiocos

O Axiocos onde alternam narração, diálogo e mito, destaca-se do gênero literário da "consolação" praticado por Sêneca, Plutarco e por Cícero.; a obra conheceu uma grande fortuna na Antiguidade, em razão de seu caráter dramático que se associa ao medo que se ampara de uma homem ameaçado pela morte da qualidade de sua argumentação e de seu estilo. Sócrates anda pelas margens do Ilissos para ir ao Cinosargue, quando Clinias, acompanhado de Damon o músico e Cármides, lhe anuncia que seu pais está doente e que vai provavelmente morrer; pede a Sócrates de ir ter com Axiocos, tio de Alcibíades.

Demodocos

O escrito que nos chega sob este título, e que não comporta introdução nem conclusão, se compõe de quatro partes, distribuídas em dois grupos.

Erixias

O início do Erixias, que lembra o prólogo do Cármides, põe em cena junto de Sócrates e de Erixias, Crítias que se tornará um dos Trinta Tiranso e Erisistratos, o sobrinho do demagogo Feax, que foi talvez ele também, um dos Trinta. Erixias é o principal interlocutor da primeira parte, Critias da segunda, e Sócrates da terceira, enquanto permanece no conjunto apagado. Três teses são examinadas no curso deste diálogo recontado: 1) Só o sábio é verdadeiramente rico; 2) A riqueza não é em si nem um bem nem um mal, mas pode se tornar; 3) A riqueza é indissociável da utilidade.