noema

gr. : pensar, pensamento

Imortalidade da Alma

A tendência comum é representar a imortalidade da alma como sua perenidade face a morte do corpo. Entretanto é possível pensar a imortalidade como o permanente sob a impermanência geral. Pensamentos têm início e fim, limites, são passageiros; sensações têm início e fim, limites, são passageiras; percepções têm início e fim, limites, são passageiras. Algo, no entanto, permanece contínuo, justamente sob a passagem dos pensamento, sensações e percepções. Algo não tem início e fim, e limites, junto com os pensamentos, sensações e percepções que passam.

Bouillet: Traité 13 (III, 9) - CONSIDÉRATIONS DIVERSES SUR L'ÂME, L’INTELLIGENCE ET LE BIEN.

Ce livre contient des pensées détachées sur les points suivants :

(I) 1° L’Animal qui est, dont Platon parle dans le Timée, est le monde intelligible, l’ensemble des idées; il est identique à l’Intelligence qui le contemple, en sorte que la chose pensée, la chose pensante et la pensée sont une seule et même chose. L'Âme universelle, au contraire, divise les idées qu’elle conçoit, parce qu’elle les pense d’une manière discursive.

(II) 2° L'Âme s’élève au monde intelligible en ramenant graduellement à l’unité chacune des facultés qu’elle possède.

Igal: Tratado 2,8 (IV, 7, 8) — Se a alma fosse um corpo não teria pensar

8. Porque no es posible pensar, si el alma es realmente un cuerpo, de qué clase de cuerpo podría tratarse. Veamos para ello: si la sensación consiste en el uso del cuerpo por parte del alma para la percepción de las cosas sensibles, el pensamiento entonces, no consiste en percibir por medio del cuerpo, ya que en ese caso sería la misma cosa que la sensación. Si pensar consiste en percibir sin el cuerpo, conviene con mayor razón que el ser que piensa no sea un cuerpo. Porque, en fin de cuentas, la sensación se refiere a las cosas sensibles y el pensamiento a las cosas inteligibles.

Perceber e Pensar o «Uno»

De fato Plotino admite a possibilidade de uma espécie de percepção do Uno, não uma visão a partir de outra coisa, a partir do mundo, parece, pois não se alcança então senão seu «traço» (ichnos): quanto a ele, ele escapa. É nele mesmo que é preciso apreendê-lo, e inteiramente, de um golpe. É uma intuição (prosbole, prosballein) de sua existência, mas ela não permite dizer o que é. Se se tenta perceber o que ele é age-se então em inteligência que pensa e ele escapa, ou melhor a gente lhe escapa.

Sorabji: Pensamento

Platão distingue o raciocínio matemático dianoia, da compreensão do dialético (noesis), e Aristóteles distingue raciocínio (logos) de uma espécie mais intuitiva de focalização de verdades (noûs), tanto de verdades universais como de definições de tipo natural, e em ética de tais verdades particulares.

VIDE: República VI [[path:/Jowett-REP6-508a-511e|511d6-e2]]

Brun: Parmênides — Fragmento VI

Khre to legein te noein teon emmenai. Tra-duz-se geralmente: «É preciso dizer e pensar que o Ser existe sempre» (Zafiropulo) ou, «Deve necessariamente ser, o que pode ser pensado e de que se pode falar» ou «É necessário que uma expressão e um pensamento sejam» (Frankel). É difícil fazer uma escolha entre estas traduções, que, de qualquer modo, podem inscrever-se na interpretação clássica da ontologia eleática.