philosophos

A filosofia é o nome do modo de vida daquele que deseja alcançar à sabedoria (e que é antão denominado segundo este desejo: ). [Brisson]

Anciãos - Antigos

O interesse de Plotino, enquanto exegeta de Platão, é por aqueles que denomina palaioi, os anciãos. Plotino assim se refere ao passado, usando expressões como tas doxas palaias (velhas doutrinas) ou palai (há muito tempo). Estudar os antigos é seu desejo vivo. Insiste na palavra palai, ancião, antigo. O mesmo termo aparecendo sob diferentes formas, das quais se destacam: os antigos sábios ou os filósofos antigos. "Estas velhas doutrinas cuja antiguidade nos é testemunhada nos escritos de Platão" (Enéadas V, 1, 8). [Charrue]

Guthrie: Tractate 20,1 (I, 3, 1) - SEARCH FOR A DEMONSTRATION OF DIVINITY SUCH THAT THE DEMONSTRATION ITSELF WILL DEIFY

1. What method, art or study will lead us to the goal we are to attain, namely, the Good, the first Principle, the Divinity (Eneada-V, 1, 1), by a demonstration which itself can serve to raise the soul to the superior world ?

METHODS DIFFER ACCORDING TO INDIVIDUALS; BUT THERE ARE CHIEFLY TWO.

Bouillet: Traité 5 (V, 9) - DE L'INTELLIGENCE, DES IDÉES ET DE L'ÉTHER

(I-II) Comme les hommes, dès leur naissance, sont forcés d'accorder leur attention aux objets sensibles qui les entourent, il en est peu dont l'âme ait assez d'élévation naturelle pour sortir de cette sphère étroite et arriver à contempler l'intelligible. Pour y parvenir, il faut être porté à l'amour, être né véritablement philosophe. Grâce à cette heureuse disposition, on s'élève de la beauté du corps à celle de l'âme, et de la beauté de l'âme à celle de l'intelligence, laquelle est l'image du Bien.

Enéada III, 4, 6 — Destino das almas

6-¿Quién es entonces el sabio? El que actúa por su mejor parte. No sería verdaderamente un sabio si el demonio trabajase en colaboración con él. Es, pues, su inteligencia la que actúa. De ahí que el sabio sea ya un demonio, o bien actúe según un demonio que, para él, constituye un dios. Porque, ¿podría haber un demonio por encima de la inteligencia? Sin duda, ya que la realidad que está por encima de la inteligencia es para él un demonio. ¿Por qué, sin embargo, no dispone desde un principio de la sabiduría?

Erixias

O início do Erixias, que lembra o prólogo do Cármides, põe em cena junto de Sócrates e de Erixias, Crítias que se tornará um dos Trinta Tiranso e Erisistratos, o sobrinho do demagogo Feax, que foi talvez ele também, um dos Trinta. Erixias é o principal interlocutor da primeira parte, Critias da segunda, e Sócrates da terceira, enquanto permanece no conjunto apagado. Três teses são examinadas no curso deste diálogo recontado: 1) Só o sábio é verdadeiramente rico; 2) A riqueza não é em si nem um bem nem um mal, mas pode se tornar; 3) A riqueza é indissociável da utilidade.

Origem do discurso filosófico

Nessa óptica, a regulamentação da continuidade já é significação de ruptura. Mas onde e como se opera essa solução? A partir daí introduz-se o debate sobre a origem do discurso filosófico. Onde está o corte entre o mito e o pensamento racional? Estará ele presente nesses pensadores físicos que, como Tales, tomam por objeto da interrogação decisiva os fenômenos naturais? Ou será antes preciso esperar por Heráclito ou Parmênides, que são os primeiros a colocar à questão do ser e, em consequência, inauguram o problema metafísico?

Filosofia e Ser

Deveremos, em última análise, dizer que a filosofia aplica à noção de Ser imperecível e invisível, herdada da religião uma forma de reflexão racional e positiva, adquirida na prática da moeda? Seria ainda demasiado simples. O Ser de Parmênides não é o reflexo, no pensamento do filósofo, do valor mercantil, não transpõe, pura e simplesmente, no domínio do real, a abstração do signo monetário. O Ser de Parmênides é Uno; e esta unicidade que constitui um dos seus traços essenciais, opõe-no tanto à moeda como à realidade sensível.

A visão divinatória e a memória

A visão divinatória do poeta inspirado coloca-se sob o signo da deusa Mnemosyne, Memória, mãe das Musas. Memória não confere o poder de invocar recordações individuais, de representar-se a ordem dos acontecimentos dissipados no passado. Daí ao poeta — assim como ao adivinho — o privilégio de ver a realidade imutável e permanente, põe-no em contato com o seu original, do qual o tempo, na sua marcha, só descobre uma ínfima parte aos humanos, e para a ocultar logo após.