Cármides

Diálogo de Platão sobre a temperança ( ). Interlocutor no diálogo, primo de Perictone, a mãe de Platão, e logo tio deste, é um dos Trinta Tiranos.

opsis

Para Sorabji (2005 p.134), Platão no Cármides (167a-169c) levanta dúvidas sobre a ideia que a temperança seja conhecimento do que se conhece e não se conhece. Ele permanece incerto se pode haver conhecimento do conhecimento (episteme epistemes) por causa de dúvidas sobre o caso análogo da visão. A visão não pode ser visão de si mesma e não de cor. Presumivelmente, tal visão não teria conteúdo, se a cor não estivesse incluída no conteúdo. Analogamente, o conhecimento do conhecimento seria sem conteúdo.

Cármides

Sobre a temperança (sophrosyne). Sócrates foi um bom educador e não um corruptor da juventude. Toma distância do ensinamento socrático impugnando o gnothi seauton e a redução da virtude à ciência. Tenta definir cientificamente a temperança, mas chega a uma conclusão negativa.


Wikipedia: Português; Espanhol; Francês; Inglês (mais completa)

Górgias 527a-527e — Epílogo

É possível que consideres tudo isso uma simples história de velhas, que só merece o teu desprezo. Não fora nada extraordinário que nós também a desprezássemos, se em nossas investigações encontrássemos algo melhor e mais verdadeiro. Mas, como viste, vós três, os mais sábios Helenos do nosso tempo, tu, Polo e Górgias, não fostes capazes de demonstrar que devemos viver uma vida diferente desta, que se nos revelou vantajosa até mesmo no outro mundo.

Chambry: Charmide (162b-172c)

— Qu’est-ce donc que cela pourrait bien être, de faire ses propres affaires ? Pourrais-tu le dire ?

— Moi, dit-il. Je n’en sais rien, par Zeus, mais il est bien possible que même celui qui l’a dit n’ait pas su ce qu’il voulait dire. »

Et tout en disant cela, il riait malicieusement et lançait un regard à Critias.

Chambry: Charmide (159b-162b)

[159b] Il hésita d’abord, peu disposé à répondre. Il finit cependant par dire qu’à son avis la sagesse consistait à faire toutes choses avec modération et avec calme, qu’il s’agît de marcher dans les rues, de converser ou de toute autre chose. « Il me semble, dit-il, qu’en somme ce que tu me demandes est une sorte de calme. »

— Peut-être as-tu raison, repris-je. Il est certain, Charmide, qu’on dit souvent des gens calmes qu’ils sont des sages ; mais voyons si on a raison de le dire. [159c] Dis-moi donc : tu mets certainement la sagesse au nombre des belles choses ?

Chambry: Charmide (153a-159a)

[153a] SOCRATE: I. — J’étais revenu la veille au soir de l’armée de Potidée1, et, comme j’arrivais après une longue absence, je pris plaisir à revoir les endroits que j’avais l’habitude de fréquenter, entre autres la palestre de Tauréas2, en face du sanctuaire de Basilè3. J’entrai et j’y trouvai beaucoup de gens, les uns inconnus, mais la plupart de ma connaissance. En me [153b] voyant entrer, ils furent surpris et aussitôt me saluèrent de tous les points de la salle.

Jowett: Charmides 175a-177d — Epílogo

You see then, Critias, that I was not far wrong in fearing that I could have no sound notion about wisdom ; I was quite right in depreciating myself ; for that which is admitted to be the best of all things would never have seemed to us useless, if I had been good for anything at an enquiry. But now I have been utterly defeated, and have failed to discover what that is to which the imposer of names gave this name of temperance or wisdom.