Górgias

Diálogo platônico ditando a contraposição entre a retórica e a verdadeira sabedoria, entre o direito da justiça e o da força. Faz ressaltar a sobriedade da dialética contra os excessos da retórica. (Vale mais sofrer a injustiça que cometê-la. Contraste entre o prazer e a virtude. Hedonismo imoral de Polos e Calicles. Utilitarismo socrático. Aparece o mito sobre a imortalidade da alma. Tem uma finalidade prática e moral, apresentando a Retórica como uma arte da mentira, funesta para os indivíduos e o Estado. Górgias foi também um sofista grego (c. 485 a.C. - Lárissa, c. 380 a.C.), dito "o Niilista". Foi um retórico e filósofo grego, natural de Leontinos, na Sicília. Juntamente com Protágoras, formou a primeira geração de sofistas. [Wikipedia]

Platão: Mito do Inferno

a) O mito do inferno no «Górgias» (523 a e seg.): Na época de Crono e no início do reino de Zeus eram os próprios vivos que julgavam os vivos antes da sua morte e davam a sua sentença no dia em que estes morressem. Mas os juízos eram mal dados e as ilhas Afortunadas estavam cheias de homens que não deveriam lá estar.

agathon

agathón: o que é bem, o bem, um princípio supremo, summum bonum

"O «bem» diz-se na categoria da substância [no que é que é], da qualidade [no como é que é] e da relação [relativamente a que é que é]: o bem em si, contudo, e a substância são «anteriores», pela sua própria natureza intrínseca, ao bem relativo (este assemelha-se, na verdade, a um rebento ou a um acidente do ente)." (Aristóteles, Ética a Nicômaco Livro I, Capítulo VI)

Górgias

Contraposição entre a retórica e a verdadeira sabedoria, entre o direito da justiça e o da força. Faz ressaltar a sobriedade da dialética contra os excessos da retórica. (Vale mais sofrer a injustiça que cometê-la. Contraste entre o prazer e a virtude. Hedonismo imoral de Polos e Calicles. Utilitarismo socrático. Aparece o mito sobre a imortalidade da alma. Tem uma finalidade prática e moral, apresentando a Retórica como uma arte da mentira, funesta para os indivíduos e o Estado.

Górgias 520d-521c — Educação, gestão de negócios públicos

Sócrates — Essa é a razão, parece, de não ser considerado vergonhoso receber dinheiro nas outras espécies de conselho, digamos, com relação à arquitetura ou a qualquer outra arte.

Cálicles — É o que parece, de fato.

Sócrates — Porém no que diz respeito à maneira de tornar-se alguém tão bom quanto possível, ou de dirigir a própria casa ou a cidade, é considerado vergonhoso condicionar seu conselho a determinado pagamento, não é verdade?

Cálicles — É.

Górgias 519b-520d — Atitudes do Político e do Sofista

Ademais, observo que presentemente ocorre algo despropositado de que também tenho ouvido falar, com respeito aos homens do passado. Verifico que quando a cidade ataca um desses políticos suspeitos de malfeitorias, eles se mostram indignados e se queixam como se estivessem sendo horrivelmente maltratados. Prestaram à cidade serviços sem conta, é o que todos dizem, e agora ela o arruína injustamente. Porém tudo isso é falso; nunca nenhum governador de cidade foi perseguido injustamente pela própria cidade a que ele preside.

Górgias 515c-517a — Os grandes homens de Estado de Atenas

Sócrates — Se foram bons cidadãos, é evidente que cada um deles, individualmente, deixou melhores uns tantos cidadãos, que antes eram ruins.

Cálicles — Como, de fato, deixaram.

Sócrates — Logo, quando Péricles começou a falar em público, os atenienses eram piores do que quando ele pronunciou seu último discurso.

Cálicles — Talvez.

Sócrates — Não é Talvez o termo exato, meu caro, porém Forçosamente, de acordo com a nossa conclusão, se é verdade que aquele cidadão foi bom político.

Cálicles — E daí?