Fedro

Para Brisson, o Fedro é um diálogo platônico tão diversificado em seu fundo (temas do amor, da alma, da retórica, da escritura) como na sua forma (diá , discursos, descrições, mitos, orações) e tão trabalhado, que um dos problemas maiores que levanta é precisamente àquele da sua unidade. Problema insolúvel se não nos damos conta ao mesmo tempo do aspecto dramático e do aspecto doutrinal que, no Fedro, mais que em qualquer outro diálogo, são indissociáveis.

Imortalidade da Alma

A tendência comum é representar a imortalidade da alma como sua perenidade face a morte do corpo. Entretanto é possível pensar a imortalidade como o permanente sob a impermanência geral. Pensamentos têm início e fim, limites, são passageiros; sensações têm início e fim, limites, são passageiras; percepções têm início e fim, limites, são passageiras. Algo, no entanto, permanece contínuo, justamente sob a passagem dos pensamento, sensações e percepções. Algo não tem início e fim, e limites, junto com os pensamentos, sensações e percepções que passam.

Platão: Mito da Reminiscência

d) O «Mênon» e a reminiscência: É neste texto (e no Fedro, 249 c) que surge mais nitidamente o ponto para o qual convergem os diferentes mitos de Platão. A teoria da reminiscência que nele se desenvolve implica efetivamente, ao mesmo tempo, uma metempsicose que coroa uma escatologia ético-religiosa e uma teoria do saber que põe por fim o acento no poderio do logos capaz de provocar em nós a reminiscencia de um conhecimento anterior.

Platão: Mito de Er

b) O mito de Er, o Panfílio: no livro X da República (614 a), Platão expõe um mito acerca da escolha dos gêneros de vida, mito que retoma o tema da metempsicose assim como os do Fedro (248 c) e do Fédon (80 e); mas aqui é o problema da liberdade que é discutido e nele poderíamos encontrar tema para uma reflexão sobre a questão das relações entre a essência e a existência tão frequentemente falada hoje em dia.

Platão: Mito da Queda da Alma

2. A queda. — É muito difícil saber qual é a natureza da alma, mas podemos, diz Platão (Fedro, 246 a), dar dela uma imagem. As almas são um carro celeste em que um cocheiro comanda os cavalos. Os cavalos das almas divinas são cavalos robustos e obedientes; o carro alado das almas humanas é feito de dois cavalos, um que é bom e obediente, o outro rebelde; por isso, conduzir um tal carro é uma coisa difícil.

Enéada III, 5, 8 — O jardim de Zeus: sequência da interpretação alegórica do Banquete

8- Pero, ¿quién es Zeus? ¿Y cuál es ese jardín, en el que, según nos dice (Platón), penetró Poros?1. Afrodita era, para nosotros, el alma, y Poros la razón de todas las cosas. Mas, ¿qué hemos de entender por Zeus y su jardín? Por Zeus no hemos de entender el alma, ya que el alma, en nuestra opinión, es Afrodita.

Enéada III, 5, 1 — O amor como paixão da alma

1- ¿Es el amor un dios, un demonio o una pasión del alma? ¿Hay un amor que es un dios o un demonio, y otro que es una pasión? Conviene examinar en qué consiste cada una de estas especies de amor, considerando a tal efecto las opiniones de los hombres y las de los filósofos en torno a esta cuestión. Recordemos sobre todo los pensamientos del divino Platón, que escribió muchas cosas sobre el amor en varias de sus obras.

Enéada III, 4, 6 — Destino das almas

6-¿Quién es entonces el sabio? El que actúa por su mejor parte. No sería verdaderamente un sabio si el demonio trabajase en colaboración con él. Es, pues, su inteligencia la que actúa. De ahí que el sabio sea ya un demonio, o bien actúe según un demonio que, para él, constituye un dios. Porque, ¿podría haber un demonio por encima de la inteligencia? Sin duda, ya que la realidad que está por encima de la inteligencia es para él un demonio. ¿Por qué, sin embargo, no dispone desde un principio de la sabiduría?

Enéada III, 4, 2 — Correspondências entre os modos de vida e as reencarnações

2- El dicho de que “toda alma está al cuidado de lo inanimado”1 se aplica especialmente al alma universal. Pero cualquier otra alma también lo hace de otro modo. Y así, “recorre todo el cielo, revistiendo unas veces una forma y otras otra”2, esto es, en forma de alma sensitiva, de alma razonable o de alma vegetativa.

Enéada III, 3, 2 — Tudo pertence a uma só e mesma ordem universal

2- Las circunstancias no detentan la soberanía del bien, sino que se siguen armónicamente de los hechos precedentes y aparecen enlazadas en la sucesión de las causas. El guía del universo verifica este enlace, de acuerdo con la naturaleza de cada uno de los seres; igual que ocurre en un ejército, donde el general tiene el mando y los soldados colaboran con él a sus órdenes