soma

gr. sôma (tó) = corpo. Latim: corpus. Plural: gr. sômata / somata. Latim: corpora. Realidade sensível (tò aisthetón) oposta à realidade inteligível (tò noetón).

Taylor: athanaton

The Immortal = to athanaton. According to Plato, there are many orders of immortality, pervading from on high to the last of things; and the ultimate echo, as it were, of immortality, is seen in the perpetuity of the mundane wholes, which according to the doctrine of the Elean Guest in the Politicus, they participate from the Father of the universe. For both the being and the life of every body depend on another cause; but since body is not itself naturally adapted to connect, or adorn, or preserve itself.

Corpo e Átomo

Segundo Brisson & Pradeau (2002, pg. 128), de maneira muito alusiva, é a definição da alma por Epicuro combatida por Plotino. Epicuro diz que a alma "é um corpo composto de finas partes"; tão finas que, repartidas no conjunto do agregado que é o resto do corpo, elas estão em simpatia com ele (Carta a Heródoto, Diógene Laércio X, 63-68). Uma doutrina similar foi atribuída a Demócrito, do qual Epicuro é dado por herdeiro.

Corpo Informado

Segundo Brisson & Pradeau (2002, p.128), o corpo para Plotino é o resultado de uma informação parcial da matéria. É uma razão (logos) originária da alma que é a causa da existência do corpo. Ver, em primeiro lugar, a definição que dele dá o Tratado-12.

Composição do Corpo

Segundo Brisson & Pradeau (2002 p.127), a composição dos corpos pode ser considerada de dois pontos de vista: ou bem o corpo se divide em várias partes, ou bem ele se decompõe em forma e em matéria. Sobre este ponto, Plotino segue Alexandre de Afrodisia.

Corpo Instrumento

Para Brisson & Pradeau, há uma definição platônica do corpo como instrumento (organon) da alma. Esta definição remonta a Demócrito. Ela é retomada por Platão no Primeiro Alcibíades, mas também adotada por Aristóteles (Ética a Nicômaco VIII, 13), o que lhe confere uma autoridade suficientemente estendida para que Plotino não impute nomeada e exclusivamente a Platão.

Alma-Corpo

Segundo Brisson & Pradeau (2002 p.137), Aristóteles constata em De Anima I,1, 403a15, que a alma é inseparável do corpo. Adiciona, e é o argumento que Plotino fará valer como objeção, que a alma não pode ser "separada" do corpo senão na condição que se lhe reconheça operações ou afecções próprias. Plotino vais justamente demonstrar que todas as operações da alma lhe são específicas.

Aubry: Conhecer-se a si mesmo

Segundo Aubry (2004, p. 19-22), O desafio do Tratado-53 reside na identificação deste "ti-mesmo" que o preceito délfico propõe, ou impõe, como objeto de elucidação. Ora, este "ti-mesmo" a conversão à interioridade não basta para desvelá-lo. De fato, ela não nos dá então acesso senão ao mim-mesmo sensível, empírico, ao sujeito apaixonado. O tratado se abre assim sobre um litania das paixões (Eneada-I, 1, 1). Eis aí os dados imediatos da consciência, o que, do sujeito, se revela de pronto.

O'Meara: A alma não é um corpo

Segundo O'Meara, muitos argumentos são levantados por Plotino contra a tese daqueles, principalmente os estoicos, que consideram a alma como um corpo. Esta tese não é propriamente nova com os estoicos. Os argumento em contrário a esta tese já se encontram no Fédon de Platão, no De Anima de Aristóteles, em comentadores de Aristóteles, e no Médio Platonismo. A estratégia em geral seguida por Plotino pode ser assim sumarizada: