zoon

gr. zôon: ser vivo, animal. Segundo Pierre Hadot, a tradução de é problemática posto que o termo se aplica a animais, homens, deuses, sem cobrir o campo do vivente (exclui as plantas). Vide .

Guthrie: Tractate 38 (VI, 7) - HOW IDEAS MULTIPLIED, AND THE GOOD

A. HOW IDEAS MULTIPLY.

1. The eyes were implanted in man by divine foresight.

Senses not given to man because of experience of misfortunes.

Nor because of god's foresight of these misfortunes.

Foresight of creation is not the result of reasoning.

Both reasoning and foresight are only figurative expressions.

In god all things were simultaneous, though when realized they developed.

2. In the intelligible, everything possesses its reason as well as its form.

Intelligence contains the cause of all its forms.

Bouillet: Traité 13 (III, 9) - CONSIDÉRATIONS DIVERSES SUR L'ÂME, L’INTELLIGENCE ET LE BIEN.

Ce livre contient des pensées détachées sur les points suivants :

(I) 1° L’Animal qui est, dont Platon parle dans le Timée, est le monde intelligible, l’ensemble des idées; il est identique à l’Intelligence qui le contemple, en sorte que la chose pensée, la chose pensante et la pensée sont une seule et même chose. L'Âme universelle, au contraire, divise les idées qu’elle conçoit, parce qu’elle les pense d’une manière discursive.

(II) 2° L'Âme s’élève au monde intelligible en ramenant graduellement à l’unité chacune des facultés qu’elle possède.

Costa: zoe

Segundo Alexandre Costa (1999), zoe vale para todos os que vivem, para todos os viventes. Tudo o que vive participa de zoe. O termo vale, portanto, para todos os entes sem exceção, o que é facilmente perceptível no conjunto dos fragmentos (2, 20, 26, 30, 62, 63, 77a e 88). Mesmo os deuses vivem uma vida que é zoe, e isto não só em Heráclito, mas também na literatura grega de um modo geral, visto que é absolutamente frequente nos textos gregos sua associação aos deuses.

Aristóteles: zoon

Entre os viventes, Aristóteles distingue uma forma de vida caracterizada pela sensação e o desejo (De An II, 2-3) que podemos denominar animalidade, como dizemos "animais" para estes seres animados. Assim a "animalidade" do homem — seu gênero — parece óbvia: ela não contradiz sua especificidade posto que ela é a base dela (natural e lógica). Mas estes termos convêm mal: o homem é um zoon (razoável, político...), quer dizer um vivente, um ser animado, como a flor, a baleia... e Deus! (Metafísica 7) [Notions philosophiques]

Brisson: zoon

Um ser vivo é um corpo animado. É a presença de uma alma em um corpo que define o vivo. Todas as coisas sensíveis dotadas de uma alma e de um corpo são portanto viventes, desde os vegetais até o mundo em seu conjunto.