philosophia

gr. : amor da sabedoria, filosofia. Mais que uma técnica ou uma região particular do saber, e mais que a forma mais elevada do saber, a filosofia designa nos diá platônicos um desejo que vem alimentar e excitar, naquele que dela faz o princípio de sua existência, um certo número de exigências e de práticas. (Luc Brisson)

Bouillet: Traité 54 (I, 7) - DU PREMIER BIEN ET DES AUTRES BIENS

(§ I) Le premier bien est la vie ; le second, la vie intellectuelle. Au-dessus de ces deux espèces de biens, il y a le Bien absolu, qui est supérieur à l’action et à la pensée. Le Bien a pour essence la permanence : tout dépend de lui, tout aspire à lui, mais lui-même reste dans le repos, ne regarde ni ne désire aucune autre chose, parce qu’il ne dépend de rien.

Bouillet: Traité 36 (I, 5) - LE BONHEUR S’ACCROÎT-IL AVEC LE TEMPS ?

Ce livre est le complément du précédent. L’auteur y pose et y résout dix questions qui sont destinées à éclaircir quelques-uns des points traités dans le livre IV.

(§ I) Le bonheur ne s’accroît pas avec le temps parce qu’il consiste dans le présent, c’est-à-dire dans la contemplation de l’intelligible, contemplation qui n’admet point la distinction du passé et du futur.

Sorabji: A Filosofia dos Comentadores e o Cristianismo

A Filosofia dos Comentadores de 200-600 AD constitui a transição da Filosofia Antiga para Medieval. O período começa com a Escola Aristotélica (Peripatética) em luta contra Estoicos e Platonistas. Mas logo Neoplatonismo se torna dominante, devorando as outras escolas, enquanto ainda demonstrando sua influência, especialmente aquela do aristotélico, Alexandre de Afrodísias. Ele, como a maioria dos outros, fez grande parte de sua filosofia através do comentário sobre a filosofia mais antiga, e eis aí porque os filósofos gregos deste período podem ser chamados de Comentadores.

Eudoro de Sousa: Física dos Pré-Socráticos

Assinalemos na literatura historiográfica os seguintes pontos: 1) para os antigos, todos os pré-socráticos são físicos, isto é, todos teriam escrito livros «acerca da natureza» (peri physeós); 2) quando Aristóteles afirma que a doutrina física de Tales de certo modo depende dos theológoi, quer dizer, daqueles que filosofaram «tomando a Noite como ponto de partida» (arkhê), é claro que ele aponta para uma filosofia que implica uma teologia (mitologia) ou que ainda está implicada numa teologia; 3) daí resulta que, para os historiadores antigos, a fisiologia dos pré-socráticos também seja teol

Personagens da Mitologia

Sem dúvida, nos termos em que a expressamos, esta noção de mundo mítico é meramente negativa. O que mais importaria saber não é o que os personagens da mitologia não são, mas sim o que eles são. Repare-se, todavia, que o «não ser Homem», o «não ser Deus» e o «não ser Natureza» já apontam, embora insegura e confusamente, para o ser que esses não-seres são. Admitamos, ainda que com mui compreensível timidez, que o não ser Homem é ser «homens», que o não ser Deus é ser «deuses» e que o não ser Natureza é ser «naturezas» ou «ambiências intramundanas».

Mundo Mitológico

Na Grécia, assim poderia ter sucedido: uma religião, cuja essência própria implicava - em conformidade, evidentemente, com o que a história nos expõe - a qual, como mitologia emergente de uma religião que por natureza sua, havia de ceder o lugar a uma filosofia, já era, ela mesma, filosofia. Não, porém, ou não ainda, a filosofia que a religião viria a ser no ponto que se reputa como o mais alto da sua história.

Mitologia Grega, physiomythia

A mitologia grega é, pois, uma physiomythía, que ainda não é a physiologia dos filósofos, para os quais, após a teoria da natureza, vem uma teoria do homem e, por fim, uma teoria da divindade. Decerto que há uma «filosofia do mito» (título de uma obra de M. Untersteiner, 1946, 1.a ed.). Mas entendemos bem o que esta expressão deveria significar. Fisiologia do mito não é uma fisiologia para a qual o mito aponta, uma fisiologia que o mito «quer dizer», mas não diz, porque só a filosofia o pode dizer.