noûs

gr. = inteligência, intelecto, espírito, Princípio-Intelectual. Latim: spiritus, intellectus. Esse termo tem dois sentidos: (1) substância: espírito; (2) faculdade mental: inteligência ou intelecto. Encontramos o termo noûs empregado desde a origem tanto no sentido metafísico quanto no psicológico. Seus derivados , , , , énnoia, etc.

Taylor: noera epibole

Projeção intelectual, noera epibole. Assim como a percepção do intelecto é imediata, sendo o lançar adiante, como tal, diretamente a seus objetos próprios, esta intuição direta é expressa pelo termo projeção. (Tomas Taylor)

Intelecto e Impassibilidade

Segundo Brisson & Pradeau (2002 p. 139), a impassibilidade e a tendência são noções de origem estoica, que Plotino retoma para adaptá-las a seu argumento. No caso do Tratado-8, a fim de definir a parte de toda alma que, "intelecto puro", não deixa o inteligível mas permanece junto do Intelecto, seu princípio. O intelecto da alma é portanto impassível, e nada não lhe faz falta que exigiria de sua parte um desejo ou uma tendência que o levaria a buscar fora dele mesmo algo que lhe faltasse.

Imortalidade da Alma

A tendência comum é representar a imortalidade da alma como sua perenidade face a morte do corpo. Entretanto é possível pensar a imortalidade como o permanente sob a impermanência geral. Pensamentos têm início e fim, limites, são passageiros; sensações têm início e fim, limites, são passageiras; percepções têm início e fim, limites, são passageiras. Algo, no entanto, permanece contínuo, justamente sob a passagem dos pensamento, sensações e percepções. Algo não tem início e fim, e limites, junto com os pensamentos, sensações e percepções que passam.

Brisson & Pradeau: Alma do Mundo

BRISSON, Luc & PRADEAU, Jean-François. Plotin Traités 27-29. Paris: GF Flammarion, 2005, p. 29.

No capítulo 2 do Tratado-6 (Eneada-IV-8), Plotino se pronuncia sobre a maneira pela qual a alma do mundo, por meio de seu poder vegetativo, quer dizer de seu poder descido e logo inferior, vai produzir, quer dizer informar, e governar o corpo do mundo, É então que se colocam os problema da natureza e aquele da providência.