mythos

É Platão que deu ao grego antigo a significação que reveste hoje em dia para nós o termo "mito". Na língua grega, o sentido de mythos se modificou em função das transformações que afetaram o vocabulário do "dizer" e da "palavra", no curso de uma evolução histórica cuja obra de Platão é o termo; antes de Platão, mythos significa simplesmente "palavra", "aviso que se expressa"; depois, designa este tipo de relato infalsificável que trata dos deuses, demônios, heróis, habitantes do e dos homens do passado (Luc Brisson). hypónoia: sentido subjacente, significado oculto

Bouillet: Traité 33 (II, 9) - CONTRE LES GNOSTIQUES

(I-II) Il y a trois hypostases divines, l’Un ou le Bien, l’Intelligence, l'Âme universelle. — L’Un ou le Bien est, en vertu de sa simplicité même, le Premier et l’Absolu. On ne saurait donc distinguer en lui l’acte et la puissance [comme les Gnostiques ont distingué dans Bythos Ennoia et Thelesis]. L’intelligence réunit en elle même, jusqu’à la plus parfaite identité, le sujet pensant, l’objet pensé et la pensée même.

Bouillet: Traité 50 (III, 5) - DE L’AMOUR

(I) L’amour considéré comme passion de l’âme humaine est le désir de s’unir à un bel objet. On souhaite tantôt posséder la beauté pour elle-même, tantôt y joindre le plaisir de perpétuer l’espèce en produisant dans le monde sensible une image temporaire des essences éternelles du monde intelligible.

(II) L’amour considéré comme dieu est l’hypostase (l’acte substantiel) de Vénus Uranie, c’est-à-dire de l'Âme céleste. Il est et l’œil par lequel elle contemple Cronos (qui représente l’Intelligence divine), et la vision même qui en naît.

Larson: Artemis

Artemis’ cults are numerous and more widespread than those of any other Greek goddess, extending from Massilia (modern Marseilles) to the Greek colonies of Sicily, to mainland Greece, north Africa, and Ephesos on the coast of Asia Minor. She is a paradoxical goddess: a virgin who aids women in childbirth, a fierce huntress who fosters wild beasts, and a bloodthirsty deity who both nurtures the young and demands their sacrifice.

Mattéi: O Mito das Raças em Hesíodo

O mito das raças segue o mito de Pandora no início de Dos Trabalhos de dos Dias (v. 109-201) encadeando cinco episódios aparentemente articulados de maneira clara e coerente. No tempo de Kronos, os Imortais do Olímpio criaram uma primeira raça de homens mortais em ouro que viviam como deuses, desnudados de toda preocupação, pois não conheciam a velhice; a morte os levava docemente em seu sono. A terra produzia então colheitas generosas, sem esforço, e cada um vivia na paz entre numerosos bens.

Erinyes

Nome grego das Fúrias, demônios ctonianos que, assim como as Harpias (Górgonas), adotavam a forma de cães e de serpentes. As Erínias eram os instrumento» da vingança divina para castigar os erros dos homens, que elas perseguiam, semeando-lhes o medo no coração. Na Antiguidade, já eram identificadas à consciência. Interiorizadas, simbolizam o remorso, o sentimento de culpa, de autodestruição daquele que se abandona ao sentimento de um pecado que considera inexpiável.

Eudoro de Sousa: Física dos Pré-Socráticos

Assinalemos na literatura historiográfica os seguintes pontos: 1) para os antigos, todos os pré-socráticos são físicos, isto é, todos teriam escrito livros «acerca da natureza» (peri physeós); 2) quando Aristóteles afirma que a doutrina física de Tales de certo modo depende dos theológoi, quer dizer, daqueles que filosofaram «tomando a Noite como ponto de partida» (arkhê), é claro que ele aponta para uma filosofia que implica uma teologia (mitologia) ou que ainda está implicada numa teologia; 3) daí resulta que, para os historiadores antigos, a fisiologia dos pré-socráticos também seja teol