doxa

gr. dóxa: 1) opinião, 2) juízo. Segundo Jayme Paviani, é uma modalidade de conhecimento considerado inferior ou pseudo-conhecimento na perspectiva platônica. Para Fraile, as artes e as ciências que se ocupam do estudo da natureza, embora necessárias por sua utilidade para a vida prática, não passam da ordem da opinião ( ), pois se "aplicam ao que sempre está chegando e nunca chega a ser" (Filebo 59a).

Taylor: doxa

DOXASTIC. This word is derived from doxa, opinion, and signifies that which is apprehended by opinion, or that power which is the extremity of the rational soul. This power knows the universal in particulars, as that every man is a rational animal; but it knows not the dioti, or why a thing is, but only the oti, or that it is.

Doxa-Logos

No médio-platonismo, doxa foi requerida como suplementar à percepção dos sentidos, mas Proclo vai além e faz doxa e logos penetra a percepção. Em seu comentário ao Timeu (1 251, 16-17) doxa é percepção racionalizada (logike).

Filopono concede que um cão reconheça seu mestre sem percebê-lo como uma substância, que iriam requerer doxa, de acordo com Proclo. Ao contrário, o cão requer somente impressões em sua imaginação, e Filopono reconhece a importância de um apego emocional em reconhecimento.

Opinião (doxa)

Segundo Sorabji (2005, p;34), Alcino, o médio-platonista autor do Didaskalikos entre o primeiro e o segundo século dC, assume que Platão sustentava que mesmo a percepção de cor ou do colorido não é sem o tipo de razão que envolve opinião (doxastikos logos), enquanto a discriminação do mel é por este tipo de razão. A opinião em Alcino, seguindo o Teeteto ([[Teet:190e|190e-196c]]) é um poder de reconhecimento. Foi subsequentemente acordado que corpos são reconhecidos pela opinião (Proclo) ou pela razão opinativa (Prisciano).

Bouillet: Traité 39 (VI, 8) - DE LA LIBERTÉ ET DE LA VOLONTÉ DE L'UN

(I) Pour déterminer ce que sont en Dieu la liberté et la toute-puissance, il faut commencer par examiner en quoi consistent notre liberté et notre volonté.

On appelle volontaire ce que nous faisons sans contrainte, avec conscience de le faire; dépendant de nous, ce que nous sommes maîtres de faire ou de ne pas faire. Ces deux choses se trouvent le plus souvent réunies, quoiqu'elles diffèrent entre elles. Il est des cas où l'une des deux manque.

1c. Recepção de forma sem matéria

Aristóteles acredita que na percepção a forma é recebida sem a matéria. Posto que a forma é normalmente (com três exceções mal formuladas) dita ser recebida, não percebida, nenhum problema surge sobre um objeto interior de percepção interpondo-se entre nós e o objeto externo de percepção. Mas quanto o que é a recepção da forma, há várias interpretações. O globo ocular recebe manchas de cor, ou informações codificadas ou meramente nos tornamos cognitivos? Filopono e Simplício adotam a última interpretação: a forma é recebida cognitivamente, gnostikos.

1a. O reconhecimento perceptivo requer opinião (doxa) e razão empiricamente baseada (logos)?

De acordo com Aristóteles (SORABJI, 2005, p.33), de modo algum, pois para ele a opinião é uma faculdade racional que os animais não têm., ao passo que os animais por definição têm percepção, e através da percepção o leão pode perceber que o boi está perto. Platão concordou que a percepção é distinta da razão e da crença, mas não que possa alcançar muito sem elas. Em Platão, Teeteto 186A-187A, a percepção pode apreender somente, por exemplo, a brancura, mas não ser e verdade. Ser (ousia), 186C e E, podem ser considerados como incluindo a ideia que algo é branco.

Poema de Parmênides

O poema de Parmênides nos oferece - ao lado dos fragmentos de Heráclito - a doutrina mais profunda de todo o pensamento pré-socrático. Mas é também a de mais difícil interpretação. O poema divide-se em três partes: o prólogo, o caminho da verdade e o caminho da opinião.

No prólogo (frag. 1), o filósofo é conduzido à presença da deusa, que lhe promete a revelação da verdade. A deusa, portanto, é quem fala. No fim do prólogo, o poema distingue "o coração inabalável da verdade bem redonda", das "opiniões dos mortais", o que permite distinguir as duas partes subsequentes da doutrina.

Eudoro de Sousa: Parmênides — Caminho

58. Parmênides percorre o caminho do Sol, no próprio carro do deus (daímonos — ver v. 3 — podia referir-se à deusa-reveladora, mas esta ainda vem longe). E uma interpretação que esclarece o sentido, e se esclarece pelo sentido de algumas passagens do «Proêmio»: o caminho «celebrado» do sol passa «por (sobre) todas as cidades» (v. 3), mas «está bem longe das sendas dos homens» (v.