Médio Platonismo

O médio-platonismo será marcado por um retorno ao dogmatismo com Antiochus de Ascalon (cerca de 130 aC-68 aC) e Posidônio de Apameia (135 aC - 51 aC) que tentaram harmonizar as filosofias de Platão, de Aristóteles e aquela dos estoicos. [Notions Philosophiques]

Doxa-Logos

No médio-platonismo, doxa foi requerida como suplementar à percepção dos sentidos, mas Proclo vai além e faz doxa e logos penetra a percepção. Em seu comentário ao Timeu (1 251, 16-17) doxa é percepção racionalizada (logike).

Filopono concede que um cão reconheça seu mestre sem percebê-lo como uma substância, que iriam requerer doxa, de acordo com Proclo. Ao contrário, o cão requer somente impressões em sua imaginação, e Filopono reconhece a importância de um apego emocional em reconhecimento.

Opinião (doxa)

Segundo Sorabji (2005, p;34), Alcino, o médio-platonista autor do Didaskalikos entre o primeiro e o segundo século dC, assume que Platão sustentava que mesmo a percepção de cor ou do colorido não é sem o tipo de razão que envolve opinião (doxastikos logos), enquanto a discriminação do mel é por este tipo de razão. A opinião em Alcino, seguindo o Teeteto ([[Teet:190e|190e-196c]]) é um poder de reconhecimento. Foi subsequentemente acordado que corpos são reconhecidos pela opinião (Proclo) ou pela razão opinativa (Prisciano).

Sorabji: Autoconsciência

Nossa autoconsciência era um tema muito importante para os neoplatonistas, porque, de Jâmblico em diate, viam o dito délfico "Conhece-te a ti mesmo" como o portal para o conhecimento de Platão e de toda a Filsofia e, como Agostinho aprendeu dos neoplatonistas, procuravam Deus dentro.

Richard Sorabji

Professor emérito de Filosofia do King's College London e Fellow of Wolfson College, Oxford. Autor de muitos livros e editor geral da coletânea ANCIENT COMMENTATORS ON ARISTOTLE, uma série importante de traduções que forma parte da base de outro importante livro seu, a trilogia "THE PHILOSOPHY OF THE COMMENTATORS 200-600 AD".

Sorabji: Pensamento

Platão distingue o raciocínio matemático dianoia, da compreensão do dialético (noesis), e Aristóteles distingue raciocínio (logos) de uma espécie mais intuitiva de focalização de verdades (noûs), tanto de verdades universais como de definições de tipo natural, e em ética de tais verdades particulares.

VIDE: República VI [[path:/Jowett-REP6-508a-511e|511d6-e2]]

1f. Objeções à visão envolvendo corpos indo para o e do olho

De muitas maneiras uma física da viagem dos corpos para a visão seria impossível, como demandado por Alexandre, Galeno, Plotino e Philoponus. Objeções paralelas foram levantadas por alguns comentadores (não todos) à luz sendo um corpo ou viajante. Mas estas objeções, embora paralelas, foram cooptadas separadamente, posto que à luz não foi normalmente dada a função de levar informação à vista. Para uma exceção parcial no caso da luz das estrelas, vide Philoponus.

1e. Objetos intencionais

A desmaterialização do processo sensório encorajou a ideia encontrada em Avicena e Averróis de um objeto intencional de percepção (árabe mana, traduzido em latim medieval como intentio). Philoponus e Simplício como visto anteriormente assumem a visão de que a recepção de forma na teoria da percepção de Aristóteles é uma recepção meramente cognitiva (gnostikos), e já Alexandre nega. que ela ela envolve o globo ocular recebendo cores. Sua razão é física, a necessidade de evitar colisões de cores.

1d. Desmaterialização do processo sensório

Os comentadores de Platão e Aristóteles eram surpresos diante do fato que olhares interseccionados de dois visualizadores não interferiam um com o outro, ao passo que sons e odores se interferiam um ao outro e de acordo com as condições de vento. O processo no meio circundante, assim como no órgão de sentido, é desmaterializado, mas em diferentes graus para diferentes sentidos, sendo o menor de todos o sentido de tato, acima o de odor, audição e visão. Filopono sente a necessidade de uma concessão sobre o odor.

1c. Recepção de forma sem matéria

Aristóteles acredita que na percepção a forma é recebida sem a matéria. Posto que a forma é normalmente (com três exceções mal formuladas) dita ser recebida, não percebida, nenhum problema surge sobre um objeto interior de percepção interpondo-se entre nós e o objeto externo de percepção. Mas quanto o que é a recepção da forma, há várias interpretações. O globo ocular recebe manchas de cor, ou informações codificadas ou meramente nos tornamos cognitivos? Filopono e Simplício adotam a última interpretação: a forma é recebida cognitivamente, gnostikos.