Aristóteles

Aristóteles (384-322 aC) é o mais importante discípulo de Platão na Academia de , fundador do Liceu e iniciador da tradição peripatética. De sua extensa obra, os escritos esotéricos, obras destinadas à atividade de ensino, foram conservadas quase em sua totalidade, enquanto seus escritos pensados para publicação, na maioria diá , conservaram-se em apenas alguns fragmentos. [SCHÄFER]

Peters: genesis (Aristóteles)

12. Tudo isto é, porém, a genesis pré-cósmica, a situação «antes que ouranos se formasse» (ibid. [[Tim:52d|52d]]). As qualidades, juntamente com os seus «poderes» associados (dynameis; ver pathos, paschein), andam à deriva no Receptáculo de maneira caótica (ibid. [[Tim:52d|52d-53a]]). Mas então o nons começa a sua ação e põe ordem no caos ao transformar as qualidades primárias da terra, ar, fogo e água nos quatro corpos primários do mundo sensível (ibid.

O'Meara: A alma

Segundo O'Meara (1995, p. 18), Plotino remodela o pensamento de Platão, no confronto com as filosofias em curso na sua época, em especial o aristotelismo e o estoicismo. A alma se comporta muito semelhante à força-vital cósmica dos estoicos, que permeia a matéria passiva, dando a ela estrutura, coesão, ordem em todo respeito e detalhe. Além do mais as funções específicas exercidas por sua causa dinâmica corresponde àquelas listadas por Aristóteles. Ao mesmo tempo Plotino se distancia do estoicismo e do aristotelismo.

Imortalidade da Alma

A tendência comum é representar a imortalidade da alma como sua perenidade face a morte do corpo. Entretanto é possível pensar a imortalidade como o permanente sob a impermanência geral. Pensamentos têm início e fim, limites, são passageiros; sensações têm início e fim, limites, são passageiras; percepções têm início e fim, limites, são passageiras. Algo, no entanto, permanece contínuo, justamente sob a passagem dos pensamento, sensações e percepções. Algo não tem início e fim, e limites, junto com os pensamentos, sensações e percepções que passam.

Guthrie: Tractate 38,4 (VI, 7, 4) - SUCH QUESTIONS DEMAND SCRUTINY OF THE INTELLIGIBLE MAN

SUCH QUESTIONS DEMAND SCRUTINY OF THE INTELLIGIBLE MAN.

4. To answer these questions, we would have to go back to the nature of the intelligible Man. Before defining the latter, however, it would indeed be far better to begin by determining the nature of the sense-man, on the supposition that we know the latter very well, while perhaps of the former, we have only a very inexact notion.

DIFFERENCE BETWEEN THE MAN KNOWN BY THE SENSES AND THE INTELLIGIBLE MAN.

Guthrie: Tractate 38 (VI, 7) - HOW IDEAS MULTIPLIED, AND THE GOOD

A. HOW IDEAS MULTIPLY.

1. The eyes were implanted in man by divine foresight.

Senses not given to man because of experience of misfortunes.

Nor because of god's foresight of these misfortunes.

Foresight of creation is not the result of reasoning.

Both reasoning and foresight are only figurative expressions.

In god all things were simultaneous, though when realized they developed.

2. In the intelligible, everything possesses its reason as well as its form.

Intelligence contains the cause of all its forms.