Porfírio

(c. 234-305/310 dC). Discípulo de Longino, que abandonou em 263 para ouvir Plotino em Roma. Revisou e corrigiu os escritos plotinianos, preparando e organizando a sua edição nas Enéadas. Autor da influente Eisagoge (Introdução às categorias de Aristóteles). [SCHÄFER]

Acidente

Submitted by mccastro on Mon, 30/04/2012 - 11:13

O acidente se opõe à essência ou substância para designar o que existe não em si mesmo mas em uma outra coisa e revela "as maneiras particulares de existir da substância" (Kant, Crítica da Razão Pura). É Porfírio que definiu o sentido técnico mais comumente admitido: o acidente designa isto que pode aparecer ou desaparecer sem que o sujeito seja no entanto destruído. Distingue-se então (Isagoge V, 4a24) os acidentes separáveis e os acidentes inseparáveis cuja permanência e a constância não implicam que não se possa concebê-los como ausentes no sujeito considerado.

agnostos

ágnôstos: desconhecido, não cognoscível

1. Devido à transcendência de Deus surgem alguns problemas acerca da possibilidade de este ser um objeto de conhecimento. Um agnosticismo simples é defendido por Protágoras (Diels, frg. 80B 4) onde a questão se subdivide em duas: a de saber se os deuses existem e a de qual é a sua natureza; o problema da agnosia trata, mais propriamente, do último aspecto (sobre a questão da sua existência, cf. theos).

Porfírio: Sentenças 32

Unas son las virtudes del político y otras las de quien se eleva mediante la contemplación, que, por esto, es llamado contemplativo. Unas son las de quien ya es un perfecto contemplativo y vive contemplando, y otras las del Intelecto puro separado del Alma.

Porfírio: Plotino — Corpo

1. Plotinus, the philosopher our contemporary, seemed ashamed of being in the body.

So deeply rooted was this feeling that he could never be induced to tell of his ancestry, his parentage, or his birthplace.

He showed, too, an unconquerable reluctance to sit to a painter of a sculptor, and when Amelius persisted in urging him to allow of a portrait being made he asked him, 'Is it not enough to carry about this image in which nature has enclosed us? Do you really think I must also consent to leave, as a desired spectacle to posterity, an image of the image?'

Taylor: Introdução a Plotino (8)

And thus much for the life of Plotinus, who was a philosopher pre-eminently distinguished for the strength and profundity of his intellect, and the purity and elevation of his life. He was a being wise without the usual mixture of human darkness, and great without the general combination of human weakness and imperfection. He seems to have left the orb of light solely for the benefit of mankind; that he might teach them how to repair the ruin contracted by their exile from good, and how to return to their true country, and legitimate kindred and allies.

Taylor: Introdução a Plotino (7)

If such then is the decision of Longinus concerning the abilities and writings of this extraordinary man; of Longinus, who is celebrated by one of our first poets, as " inspired by all the Nine ; " and whose literary reputation is universal; what judgement must we form of the philosophic taste of the present age, when we find that the very name of Plotinus is known but to a few, and his works scarcely to any ? The inference is obvious; let the reader draw it and lament. But, says Porphyry, if it be requisite to employ the testimony of the wise, who is wiser than a God ?