Kingsley

Reality. Inverness: Golden Sufi Center, 2003.

Kingsley: koine aisthesis

Excerto de KINGSLEY, Peter. Reality. Inverness: The Golden Sufi Center, 2003, p. 514-516.

Tudo tem seu nome apropriado. E há uma expressão que se encaixa na perfeição ao estado extraordinário de consciência (awareness) que Empédocles tinha em mente.

Trata-se de "senso comum", expressão tão casual e ilusivamente familiar, que, no entanto, tem um antigo e respeitável pedigree. Sensus communis em latim traduz koine aisthesis em grego, que por sua vez tem mais de dois mil anos de uso.

Apollon

Peter Kingsley (2003, p. 35) explica que para os gregos Apolo é o deus do extremo norte e distante nordeste. E Apolo acontece também ser o deus, o modelo divino, dos Iatromantis — dos curandeiros-profetas andarilhos que eram conhecidos por cobrir imensas distâncias a pé mas também por viajar a outros mundos enquanto ainda em seus corpos permaneciam em plena quietude.

Hades

Sobre a sabedoria do deus dos Infernos, Hades, ver a etimologia de seu nome no Crátilo (403b-404b): é por desejo de continuar a entender os discursos do "deus que sabe" que os mortos permanecem mortos, no pensamento que que eles se tornarão melhores e porque eles aspiram à virtude! Hades o "filósofo" não frequenta senão aqueles que purificaram sua alma do que os corpo implica de males. Desde o Crátilo, a morte é uma purificação que torna a alma sensível aos sábios raciocínios de Hades.

Kingsley (R:347-348) – Empédocles

Excerto de KINGSLEY, Peter. Reality. Inverness: The Golden Sufi Center, 2003, p. 347-348

A explicação de Empédocles do cosmos é tão aterrorizante em sua simetria e simplicidade que dificilmente poderia ser permitida sobreviver intacta em nosso mundo moderno complicado. Mas farei o meu melhor para manter as coisas simples.

O universo funciona assim.

Kingsley: logos

Excerto traduzido de KINGSLEY, Peter. Reality. Inverness: The Golden Sufi Center, 2003, p. 129-130

[No Poema de Parmênides] As palavras gregas originais traduzidas para o inglês como “julgar pela razão” são krinai logoi. Geração após geração de estudiosos muito razoáveis trabalharam duro para fazer parecer certo que logoi, aqui no poema de Parmênides, pudesse significar "pela razão”. [...]

Kingsley: Poema de Parmênides - 7

Excerto de KINGSLEY, Peter. Reality. Inverness: The Golden Sufi Center, 2003, p. 123-125.

Os termos básicos do aviso de Parmênides são muito claros. Ele está nos dizendo que o perigo, com essa terceira via, não é decidir casualmente que um dia sairemos por ela para um passeio. O perigo real é que estejamos sendo forçados a segui-la agora, pressionados por um "hábito bastante experienciado" [éthos polypeiron].

Kingsley (R:99-101) – trihodos e bicéfalos

Excerto traduzido de KINGSLEY, Peter. Reality. Inverness: Golden Sufi Center, 2003, p. 99-101

Tudo o que precisamos fazer é procurar a palavra no melhor dicionário de termos gregos antigos - foi escrito em grego há mais de mil e quinhentos anos atrás - que sobreviveu no mundo antigo. E é isso que diz "cabeças gêmeas": bifurcação em uma estrada. A expressão deve ser entendida como descrevendo uma rota que tem um único ponto de partida, mas depois se divide em duas.”

diakrisis

Extrato de KINGSLEY, Peter. Reality. Inverness: Golden Sufi Center, 2003, p. 97-98

Greeks considered it quite normal—almost a commonplace—to compare mortals with leaves. As Homer had stated repeatedly, well before the time of Parmenides, the human race is as short-lived [96] as leaves that now are growing on a tree and a moment later have been blown away in swirls by the wind.

This is the eternal perspective, the divine wisdom that Greek poets at their best were able to touch and convey: in reality all our wonderful experiences and great ordeals amount to nothing.

Kingsley: noûs

Excerto de KINGSLEY, Peter. Reality. Inverness: The Golden Sufi Center, 2003, p. 77-78.

Se estás te perguntando por que Parmênides se concentra tão exclusivamente no pensamento, a resposta é bastante simples. Ele não o faz.

A partir do momento em que ele aborda o assunto do pensamento - quando introduz o enigma sobre os dois caminhos diferentes que “existem para o pensamento” - ele usa uma palavra específica para isto em grego. A palavra é noein, que foi um redemoinho de sutis noções.